Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 30 de novembro de 2010

EXPOSIÇÃO Columbano Bordalo Pinheiro (1900-1929) INAUGURAÇÃO 2 de Dezembro de 2010

Local: Lisboa, Museu do Chiado / Museu Nacional de Arte Contemporânea
Período de exibição: 2 de Dezembro de 2010 a 27 de Março de 2011
Comissária: Maria Aires Silveira

Exposição com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

“(…) homenzinho trigueiro, pequeno, silencioso, com a sua miopia doce e o seu ar contrafeito (…) cheio de susceptibilidades, modesto por orgulho, intransigente por princípio”
Fialho de Almeida – Os Gatos, 1891, IV, p. 48

Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929), pioneiro do realismo português, introduz um discurso de modernidade, especialmente através do retrato, desde a década de 80, e representa as mais destacadas personalidades da sociedade portuguesa, em imagens identificadoras das mudanças sociais, ao longo de três gerações da viragem do século. O projecto desta exposição aborda estas intenções do artista e apresenta o retrato como tema clarificador dos diferenciados programas estéticos do autor. No início, sucedem-se os retratos de familiares e amigos mas, a partir dos anos 90, emerge uma elite, politicamente afirmada e culturalmente sólida, um inventário figurativo de elementos significativos dos meios políticos, literários, jornalísticos e artísticos portugueses, inclusive dos meios teatrais. A sua vasta produção de uma centena de retratos, entre 1885 e 1928, correspondente a uma crescente projecção do autor, que se afirma a partir de uma mediatizada exposição, em 1894, é reveladora deste gosto que abrange a sua própria imagem, em algumas pontuações icónicas.

Por outro lado, importa registar o interesse pela natureza-morta, desde 1872, e especialmente na década de 90 até ao final da sua vida, que desenvolve paralelamente ao esforço de captação psicológica exigido pelo retrato. Na tranquilidade do lar, cenas intimistas remetem para realidades interiores, expressas por um estatismo misterioso de discretas e delicadas figuras, em pinturas sensíveis.

Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, da Sociedade Nacional de Belas Artes, professor na Escola de Belas Artes, Columbano esboça, em inícios de 1900, e após grandes sucessos nacionais, uma intenção de internacionalização, através da participação em numerosas exposições no estrangeiro, mas também pela integração de obras suas nas colecções do Musée du Luxembourg, actualmente no Musée d’Orsay, e Galeria degli Uffizi-Palazo Pitti. Estas pinturas, inéditas em Portugal, são apresentadas nesta exposição, tal como um núcleo de peças da sua autoria, pertencente à colecção do Museu das Belas Artes do Rio de Janeiro. Esta exibição contará também com um Auto-retrato do seu amigo John Singer Sargent, colecção da Galeria degli Uffizi-Palazo Pitti, uma pintura de esquema compositivo e cromático semelhante a muitos dos retratos de Columbano.

Maria de Aires Silveira
Comissária da Exposição


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Consiglieri Pedroso, um republicano com visão! Recontos pelos alunos do 5ºB e 5ºC



A corça da maçã de ouro,
por Susana Santos, Maria Louro, Luís Ramalho, Ana Casas Novas

Era uma vez uma senhora que tinha um filho chamado Joaquim, vivia no meio do bosque, era uma família muito pobre e por isso tinham de ir apanhar lenha ao bosque e muitas outras coisas essenciais para a sua sobrevivência.
Um dia, quando o Joaquim foi apanhar lenha ao bosque, apareceu uma corça com uma maçã de ouro ao pescoço. E a corça perguntou-lhe:
- Queres ir comigo à minha cova? Se lá fores dar-te-ei muitas riquezas.
Mas, de repente, ele ouviu uma voz que dizia que não aceitasse nada, apenas aquela maçã de ouro que trazia ao pescoço. O Joaquim falou com a corça e pediu-lhe a maçã e a corça deu-lha.
O rapaz abriu a maçã e no mesmo instante apareceram quatro gigantes que lhe concederam três desejos.
E o Joaquim pediu-lhe que levassem toda aquela lenha para sua casa.
E os gigantes acederam ao seu pedido. O Joaquim abriu de novo a maçã de ouro para pedir outro desejo, ter um palácio com uma princesa. Assim aconteceu, só que o homem que tinha muita inveja do Joaquim e foi denunciá-lo a bruxa. Ela fez o palácio desaparecer e nesse mesmo instante formou-se numa praia onde o Joaquim e a princesa apareceram nus.
O Joaquim e a princesa ficaram chorando a sua vida, ele disse à princesa para ela ir para casa de seu pai que ele ficaria bem.
E a princesa assim o fez. O rapaz ia vagueando pela praia e encontrou uma velhinha, que era Nossa Senhora, mas ele não sabia. Ela perguntou-lhe para onde ia. Joaquim respondeu-lhe que andava por ali e ela disse-lhe que ia achar gatos muito gordos, mas ele não deveria agarrar nenhum a não ser um gato lazarento e esse ele deveria levá-lo consigo.
E ele assim o fez.
Mais adiante o rapaz encontrou um barco e entrou nele.
O homem que tinha roubado a maçã de ouro avistou o rapaz e mandou-o prender numa torre toda fechada. O homem só lhe dava uma fava por dia, o rapaz comia metade e a outra metade ficava para o seu gato. O gato achava muitos ratos e partilhava-os com o rapaz.
Uma vez, o gato espreitou para um buraco e viu um papelinho. Ele começou a miar para chamar a atenção do rapaz e ele foi ver o que se passava e viu que era uma carta para ele vinda do rei dos ratos.
O rei queria saber o que é que ele podia fazer para o Joaquim e o seu gato não comerem os ratos. O Joaquim mandou dizer que só queria a sua maçã de ouro. O rei dos ratos mandou formar todos os ratos para procurarem a maçã de ouro do rapaz.
Os ratos foram retirar a maçã de ouro ao homem quando ele estava a dormir, tiraram-lha com muito jeitinho e um deles mexeu-lhe com a cauda no nariz. O homem espirrou e levantou a cabeça. Os ratos tiraram-lhe o cordão do pescoço.
Depois foram entregar a maçã de ouro ao Joaquim que estava preso na torre.
O Rei dos ratos devolveu a maçã de ouro ao Joaquim e ele abriu de novo a maçã e novamente apareceram os quatro gigantes que perguntaram:
- Tu, que queres?
E o rapaz disse que só queria o seu castelo e a sua princesa. Então apareceu tudo como era e viveram felizes para sempre.




O Coelhinho Branco,
por Marta Sousa, Amanda Calheiros, Ana Teresa, Ion Sandu, Vasco Vieira


Havia uma princesa que costumava pentear-se, olhando o seu jardim pela janela.
Todos os dias via um coelho passear por entre as su
as flores e árvores. Certo dia estando a princesa a pentear-se, o coelho levou-lhe o pente.
Alguns dias depois estando novamente a pentear-se, o coelhinho voltou e levou-lhe o laço. Passado mais algum tempo o coelho regressou e tirou-lhe o anel.
O coelhinho nunca mais voltou e a princesa adoeceu.
Chamaram-se os médicos, mas não c
onseguiram descobrir a causa da doença.
O seu pai, vendo que a princesa estava cada vez mais doente, não parava de chorar.
A sua aia, que era muito sua amiga, sabia a causa da doença.

A princesa sonhou que bebendo um pouco de água de uma fonte distante do palácio saúde lhe daria. Pediu à aia para ir buscar um pouco de água dessa fonte, e ela assim o fez.
Quando chegou, viu um preto encher uns barris, dizendo:
-Abre-te chão!
E o chão imediatamente se abriu, e então apareceu um rico e maravilhoso palácio.
A aia escondida observou atentamente um negro que trazia uma bacia e um jarro de ouro e deitava barris de água dentro da bacia. Passad
o um bocado viu o coelhinho, que costumava ir ao jardim, meter-se na bacia de água, fazendo-se num lindo príncipe.
O coelho, que na realidade era um príncipe, tiro
u de uma gaveta um pente, um laço e um anel e disse:

-Pente, laço, anel de minha senhora,
Vejo a ti, não vejo a ela,

Ai de mim, que morro por ela!

Depois, guardando tudo, voltou a entrar na bacia de água, tornando-se outra
vez no coelhinho branco e fugiu.
Quando não se encontrava ninguém nesse local, a aia decidiu
sair de lá, dizendo:
-Abre-te chão!
Então o chão abriu-se e ela saiu, regressou ao palácio muito conte
nte sabendo que com aquela água a princesa podia melhorar.
Quando lá chegou deu a água à princesa e ela logo se começou a sentir melho
r.
A aia contou-lhe então tudo aquilo que tinha visto e a princesa ainda ficou mais contente.
A aia voltou lá, desta vez com a princesa e quando chegaram ao sítio que a aia indicara disseram:

-Abre-te chão!
O chão abriu-se e apareceu então o rico palácio.

Elas entraram, esconderam-se e daí a pouco viram o tal coelho banhar-se na bacia e tornar-se outra vez num magnífico príncipe, e então, voltou a dizer:

-Pente, laço, anel de minha senhora,
Vejo a ti, não vejo a ela,

Ai de mim, que morro por ela!

Nesse mesmo momento apareceu a princesa que disse:
-Se morres por mim, aqui me tens!
Então se acabou o encanto do príncipe, que ficou muito feliz por tornar a ver a princesa.
Deu-se o casamento, e o pai dela ficou muito satisfeito.

O mocho e o lobo,
por Rita Gateira, Ana Cristina, Patrícia Mota, Patrícia Costa, Tiago Casqueiro

Era um vez um lobo e um mocho que viviam na floresta. O lobo passeava e o mocho estava num ramo de um pinheiro, no seu ninho com os seus filhotes.
O lobo enroscou o rabo no pinheiro como quem o queria serrar. O mocho disse ao lobo para não serrar o pinheiro, porque senão os seus filhotes cairiam e morreriam. Então, o lobo respondeu-lhe que se o mocho descesse ele não serraria o pinheiro.
O mocho não queria ir, mas afinal sempre foi, indo de ramo em ramo. Depois, perguntou ao lobo o que queria dele, e este respondeu-lhe que se ele queria saber tinha de descer mais ainda. Mas o mocho respondeu que ouvia muito bem dali.
O lobo tornou a dizer para ele ir mais para baixo, que não lhe fazia mal. O mocho, sem querer, desceu e o lobo meteu-o na boca.
De dentro da boca do lobo, o mocho disse-lhe para não o comer, porque ele queria fazer um testamento.
Mas o lobo não o deixou, e o mocho pediu-lhe que o deixasse despedir-se dos seus filhotes. E de novo, o lobo não o deixou, porque ele depois nunca mais voltaria.
Então o mocho disse-lhe para dizer três vezes: “ Mocho comi”, e o lobo disse mas foi tão baixinho, que não se ouviu. À terceira vez, o lobo disse “ Mocho comi” muito alto e abriu tanto a boca, que o mocho saiu de dentro da sua boca e disse “ Outro sim, que não a mim!”





O rapaz e o gigante,
por Ana Rita, Carla Carvalho, André Almeida, Carolina Sobral

Era uma vez dois irmãos chamados Gonçalo e Joaquim.
O Joaquim, o mais velho foi correr o mundo e servir para o estrangeiro.
O amo do Joaquim fez com ele um acordo: o primeiro que se zangasse perdia o ordenado, e o que ganhasse havia de tirar um cinto de pele das costas.
O Joaquim aceitou o acordo.
O amo ao princípio dava-lhe de comer e mandava-o pastar ovelhas para o monte. Até que um dia já não lhe dava nada.
O rapaz já não conseguia aguentar, até que se chateou com o amo.
Ele então tirou-lhe o cinto das costas e não lhe pagou o ordenado.
O Joaquim veio muito triste para casa e contou ao seu irmão Gonçalo.
O Gonçalo disse que ele é que lá ia retribuir o favor ao amo. Foi e aconteceu-lhe o memo.
Mas o rapaz, como o amo não lhe dava pão, cada dia matava no monte uma ovelha e comia-a assada e o amo ia dando por falta das ovelhas até que se irritou com o Gonçalo. O Gonçalo queria que ele lhe pagasse o ordenado e lhe tirasse o cinto das costas. O amo disse-lhe que o ia levar a casa de um amigo, chamado Gigante, para o matar.
O rapaz leu a carta que o amo tinha escrito ao Gigante pelo caminho e não quis voltar atrás.
Chegou a casa do gigante que começou a exigir-lhe trabalhos muito pesados.
Depois de ter feito os trabalhos pesados o Gonçalo fez um buraco no pinheiro e tapou-o.
Foi perguntar ao gigante se ele conseguia furar o pinheiro com um dedo e o gigante ao tentar furá-lo partiu o dedo . O gigante tão assustado mandou o rapaz embora e pagou-lhe o ordenado. Ao ir para casa viu o amo e acabou por ser ele quem lhe tirou o cinto das costas.
Contente, foi para casa e mostrou ao pai e ao irmão mais velho o ordenado e o cinto de pele.

O leão e o grilo,
por Catarina Pontes, Tayline Assis, João Banha, André Batalha

Era uma vez um grilo e um leão estavam convencidos que ambos eram reis, mas só podia haver um no país.
O grilo disse ao leão para ir preparar as suas tropas, pois ele lhe mostraria o motivo de ser rei.
O leão preparou uma grande tropa de cães para ir ter com o grilo ao monte.
O grilo preparou uma tropa de mosquitos que deram uma tareia aos cães do leão
O leão, visto que perdeu, enviou-lhe uma tropa de gatos.
O grilo enviou-lhe uma tropa de moscas que acabaram com os gatos do leão.
Logo a seguir o leão preparou uma tropa de raposas para dar guerra ao grilo.
O grilo então mandou uma tropa de vespas amarelas que destruíram o exército das raposas.
Uma única escapou a nado e foi parar a um regato de água.
O leão preparou uma tropa de lobos e enviou-os para combater os grilos que estavam enterrados.
Os lobos, com as suas unhas, desenterravam-nos, mas só um escapou. O grilo mandou uma tropa de abelhões para atacar os lobos, o grilo teve sorte e escapou sempre a cantar:
- Rei, rei. Rei, rei.
Um único lobo escapou e fugiu serra a baixo, à procura de um lugar escuro. Os abelhões saltaram para cima dele e perseguiram-no.
A raposa do outro lado do regato gritou ao lobo para se atirar à água.
O lobo fez o que a raposa lhe disse, deitou-se à água e afogou-se.
O leão visto que perdeu todas as batalhas contra o grilo foi ter com ele e perguntou-lhe o motivo de ele ser rei. O grilo respondeu que ele era rei dos bichos e o leão rei dos animais, e o cupido rei dos amantes.
São três cabeças reais.
E finalmente o leão percebeu a razão de ser rei dos animais.


O Gigante,
por Maria Pereira, Pedro Menau, Filipa Pamol, Diogo Vidinha

Era uma vez um pai que vivia numa pequena aldeia com os seus três filhos, o António, o Diogo e o Luís. A sua mulher já tinha falecido.
O filho mais velho, o António, quis fazer a sua viagem. Foi tentar a sua sorte trabalhando para um mercador.
Um dia o Luís, o filho mais novo, quis ir visitar o seu irmão, como o pai não o deixara ir sozinho, foram os três, ele, o seu irmão mais novo e o pai.
E lá chegaram à casa do mercador. O pai perguntou pelo filho mais velho, o António, e ele apareceu.
Quando se foram embora, perderam-se no caminho ficando a dormir na floresta mas, o mais novo, o Luís, não conseguiu dormir. Sentia umas rãs a cantar e viu que ali havia terrenos húmidos. Seguiu o cantar das rãs e viu que à medida que se aproximava sentia as rãs mais longe.
Viu um palácio com uma menina ao pé da janela, pediu-lhe um copo de água e ela deu-lho. A menina perguntou-lhe se ele podia quebrar o encanto que o gigante tinha feito, a ela e à sua família.
O Luís viu um monte, e no fundo de uma cova viu um gigante a assar um boi.
O Luís foi ter com ele e disse-lhe que, chamando frango ao boi, comia três ao jantar. O gigante ofereceu-lhe um bocado do boi, o Luís provou-o e disse-lhe que estava mal feito e que o comesse todo sozinho.
O Luís desafiou o gigante de barriga cheia para uma corrida até ao cimo das escadas do palácio. E o gigante aceitou.
O Luís chegou primeiro, agarrou numa bola de ferro e atirou-a à cabeça do gigante, matando-o.
A primeira princesa desencantou-se e disse ao Luís que o encanto da segunda era um mocho. Ele matou-o e desencantou-a.
O encanto da terceira era um galgo. O Luís enforcou o galgo com um laço e desencantou a terceira. Finalmente ele quebrou o encanto do rei e das suas filhas.
O Luís voltou para junto do seu pai e dos seus irmãos. Dirigiram-se para uma estalagem, onde já estavam o rei e as suas filhas. O Luís casou com a primeira, o Diogo com a segunda e o António com a terceira.


 O Galo e a Raposa 


Era uma vez uma raposa
Uma raposa muito matreira
Avistou umas galinhas
Que não estavam na capoeira
Com as galinhas estava o galo
Preocupado com o seu bem-estar
- Anda cá, anda, raposa!
Que uma corrida vais levar
No meio da barafunda
O galo a raposa enganou
Foi para ao pé dos caçadores
E assim a raposa tramou!
Ali no meio do campo
Um lavrador trabalhava
Com ele andava a mulher
Enquanto a filha chorava
Um melro muito atrevido
Por ali andava sozinho
- Ó pai, ó pai, ó pai
Eu quero aquele passarinho
- Larga-me da mão, gaiata!
Tenho mais o que fazer…
Vai lá tu buscá-lo
Se é que o queres ter
O Melro fugia, fugia
E na cabeça da mulher poisou
Sem perder a oportunidade
O homem a sua vara varou
E a pobre mulher, coitada
Sem ter tempo para nada
Dela não se desviou
Olhem para ela agora!
Já não é a filha a chorar
Em vez de um melro na cabeça
Tem agora um galo a cantar!


Mas a história não acaba aqui…  
O bom do melro da raposa se queria livrar
Ao lavrador roubou o seu belo jantar
- Ó raposa, olha aqui!
Olha o jantar que tenho para ti!
Onde comem dois comem três
Podemos comer isto de uma só vez:
Tu, o lobo e eu! Vês?
A raposa o lobo chamou
E eis que ele chega
Faminto, guloso e lambão
Tudo a fera devorou
Só ficaram as migalhas do pão.
De tanto vinho que o lobo bebeu
Tão bêbedo ficou que adormeceu
-Ó pai, ó pai, ó pai!
Olha lá o que aconteceu
O belo do teu jantar
Foi o lobo que o comeu!
O homem desembestado
Na sua vara agarrou
E zás, trás, pás
Pim, pam, pum
Catrapum , pum, pum
O lobo matou…
Que raio de moral é esta?
A má da fita, a raposa, safa-se
O vilão do melro voou para bem longe
E o pobre do lobo, convidado nesta história
Morreu de pancada, sem honra nem glória!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Colóquio Literatura Portuguesa


Colóquio

Literatura Portuguesa e a Construção do Passado e do Futuro

24, 25 e 26 de Maio de 2010

Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa



Organização

Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Coordenação

Helena Buescu e Teresa Cristina Cerdeira

As comemorações dos 100 anos da República Portuguesa exigem um trabalho da memória. Exigem, sobretudo, um olhar do presente que revisite as vertentes utópicas que a geraram, o empenho intelectual que a sustentou, a aposta de modernidade que ela continha e que desejaria ter visto prolongar-se por mais tempo.

Ao comemorar 100 anos da República Portuguesa, cabe uma outra exigência: a de fazê-la dialogar, por um lado, com a tradição cultural portuguesa, modo de afirmar as marcas de uma literatura de fundação e a evidente actualidade dos clássicos; por outro também com o presente, ao estabelecer, por exemplo, os elos possíveis entre a revolução republicana e a reconquista histórica da democracia portuguesa em Abril de 1974, revisitadas pela literatura dos séculos XX e XXI.

Celebrar a República é, antes de tudo, revisitar criticamente o seu processo.

Mais informações em: