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sexta-feira, 30 de abril de 2010


Colóquio

Memória e Cidadania na Literatura Tradicional Peninsular

10 e 11 de Maio de 2010

Universidade do Algarve (Faro)

Biblioteca Municipal Álvaro de Campos (Tavira)

Organização

Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Coordenação

Helena Buescu e Pedro Ferré

Francisco Bethencourt e Diogo Ramada Curto escreveram, em 1991, que “A memoria da nação está presente um pouco por todo o lado, pontuando de sinais o quotidiano das gentes, enformando a sua maneira de viver e de sentir, balizando o presente e o futuro enquanto forma de representação de uma identidade construída ao longo de oito séculos de forma descontínua.” Ora, um dos lugares onde se torna imperioso procurar essa memória é, sem dúvida, a literatura e, de forma muito particular, a literatura tradicional.

De facto, durante o século XIX, a demanda de uma literatura nacional, ‘achada’ pelos românticos peninsulares na literatura oral e a “perspectiva valorizadora da descoberta e identificação das origens étnicas dos factos da cultura popular portuguesa” ensaiada por Teófilo Braga são reveladoras da enorme importância da literatura popular na procura de uma identidade nacional. Note-se que, em Espanha, nem o sábio filólogo Ramón Menéndez Pidal conseguiu escapar ao espírito do ‘noventayochismo’ nacionalizando o romanceiro.

Ainda no século XIX, Antero de Quental encontrou, também, nesta literatura, exemplos para “desenvolver no espírito das crianças certas tendências morais” fundamentais para “a harmonia do carácter e, em geral, para o bom equilíbrio das faculdades”. Assim, baseando-se essencialmente no romanceiro e na lírica tradicional, forjou o seu Tesouro Poético da Infância com objectivos bem claros: despertar nos jovens “o sentimento do bem e do belo, sem o qual, mais tarde, a própria rectidão do carácter degenera numa dureza intolerante e estreita”.

Deste modo, a literatura oral foi, durante o século XIX, objecto de um vivíssimo interesse, tendo-se dedicado à procura no seu seio

a) ora das origens de uma literatura nacional,

b) ora dos traços configuradores de uma etnia ou etnias,

c) ora ainda de uma constelação de valores apropriados para a formação da cidadania.

O século XX foi, progressivamente, abandonando grande parte destas preocupações - se exceptuarmos o aproveitamento que de alguns destes princípios se fez durante as ditaduras de Salazar e de Franco – postulando mesmo que, na literatura tradicional, as versões de um tema não passam de um mero testemunho - concretizado através de uma língua e de um conjunto de singularidades espácio-temporais - de um determinado arquétipo transnacional. Contudo, independentemente do acerto desta visão, não se deverá esquecer que alguns dos temas conservados pelas memórias colectivas repetem, numa dimensão literária, episódios particulares da História e, numa dimensão formativa, inculcam valores.

Deste modo, este encontro, que reunirá, no Algarve (Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, em Faro / Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira) alguns dos principais especialistas em literatura oral e tradicional no contexto ibérico, entre 10 e 11 de Maio, pretende promover a reflexão em torno de dois eixos vectoriais fundamentais: a memória e a cidadania, entendidas enquanto valores inerentes aos próprios mecanismos de transmissão dos diversos géneros literários tradicionais, ou ainda enquanto molduras ideológicas que enquadraram, de uma forma ou de outra, os trabalhos de recolha e estudo de muitos dos que a este tipo de literatura, ao longo do tempo, se dedicaram.

Mais informações em:

http://coloquio-memoria.centenariorepublica.pt/

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Entre Palavras", um concurso, um debate: Monarquia ou República



As boas vindas... E uma recompensa merecida, num dia de Abril com um calor abrasador!

A professora Helena Perdigão, responsável pela realização deste concurso na nossa escola.

O
Jornal de Notícias, jornal de referência do Norte, dinamizador do concurso "Entre Palavras".



O “Entre Palavras” é um concurso promovido pelo Jornal de Notícias, com o objectivo de incentivar a leitura e o debate de ideias nas escolas. Recorrendo ao jornal e aos temas da actualidade, visa ajudar a formar leitores mais exigentes, melhorando a sua aptidão para lerem o mundo em que vivem, aprofundarem os seus conhecimentos e debaterem em grupo a melhor forma de chegar a soluções mais eficazes.

Este ano, o tema escolhido foi a “Res Publica”, para nos associarmos às comemorações do Centenário da República da nossa escola e do nosso país. As duas equipas que concorreram defenderam argumentos “pró” e “contra” a República.

No dia 28 de Abril, na nossa Escola, realizou-se, então, a Final Distrital, com a participação de duas equipas das turmas A e B do 8º ano, a saber: Isabel Faustino, Inês Caeiro, Francisco Mira, João Sabarigo (a equipa “contra”), André Almeida, Violeta Castro, Rui Paixão e Rita Pedrosa (a equipa “pró”). O Dr. Álvaro Faria, do Jornal de Notícias, um professor de História em Santa Maria da Feira, foi o moderador do debate.

Foi um debate muito participado e ambas as equipas mostraram que estavam bem preparadas! Assim sendo, tivemos um duplo vencedor “ex aequo”! As duas equipas ficaram apuradas para a grande final nacional, a realizar-se em Santa Maria da Feira, no dia 2 de Junho de 2010! Estão de parabéns!


Texto redigido pela professora Helena Perdigão, responsável pelos alunos que participaram no concurso.