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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Eu, a bala


Não sei se sabem bem o que é ser uma bala. Provavelmente nunca vos ocorreu pensar como é que se vive, sabendo que um dia irei ser disparada contra qualquer coisa, ou alguém, sem saber em que circunstâncias nem porquê.
Ao saber-me dentro da pistola do Almirante Cândido dos Reis, um homem de fortes ideais republicanos pensei que o meu momento de glória, quando fosse disparada, seria certamente um momento importante.
Que mais havia de esperar ao pertencer a um homem que estava empenhado em derrubar a Monarquia?
O Almirante Cândido dos Reis preparava-se para se juntar aos revoltosos que se encontravam nos barcos fundeados no Tejo, contudo, ao embarcar numa pequena lancha que o levaria até lá, achou que algo estava errado. Interrogando os oficiais, a informação que lhe foi transmitida era clara. A Revolução falhara. Ninguém sabe exactamente como aconteceu, apenas eu, mas isso pouco interessa. Tudo o que sonhei para o meu dia de glória desapareceu em breves minutos. Tentei resistir, mas não era possível. Vi-me em frente ao cano, apontada ao corpo daquele homem que, tendo pensando que a Revolução fora um fracasso, decidira que a sua vida já não tinha sentido.
Tentei encravar o mecanismo… mas não deu resultado.
Tentei fazer um ruído assustador para o dissuadir… mas quase não se ouviu.
Tentei que a trajectória saísse tão curva que não o atingisse… Mas não fui capaz.
No chão ficou um corpo de um homem que sonhou, planeou e fez com que resultasse a Implantação da República em Portugal…
… O Almirante Cândido dos Reis não chegou a saber.
 André Batalha e Rafael Mamede

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"O meu primeiro discurso" pelo Clube Estórias da História

BOA NOITE!
O meu primeiro Discurso

No meu primeiro dia de aulas, na Escola E.B.I. André de Resende senti medo do desconhecido que aí vinha e até chorei. Tudo era novo!
Caminhei para a sala de aula, entrei e conheci os meus colegas de turma e revi outros mais antigos. Fizemos a apresentação com a directora de turma: nome, idade, passatempos, entre outras coisas. E, no resto da aula estabelecemos as regras de funcionamento da sala de aula.
No intervalo brinquei e fiz novas amizades. Os dias foram passando, comecei a habituar-me e a gostar, vir para a escola passou a ser aliciante.
Aprendi matérias novas, e, como se formou o meu País. Não foi fácil, implicou muito empenhamento, esforço, dedicação e luta. (Entre as brumas da memória, ó pátria sente-se a voz, dos teus egrégios avós, que hão-de levar-te à vitória).
E o tempo passou… Cheguei à minha matéria favorita, os descobrimentos, e, descobri que os portugueses foram únicos neste empreendimento, demos novos mundos ao mundo, conhecemos novas gentes, novos mares, novos animais e novas plantas… (Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal)
Os dias foram ficando maiores e rapidamente chegou o calor e o fim do ano. Vieram as férias, a praia e o descanso merecido.
E de novo o regresso…
Desta vez, o meu primeiro dia de aulas foi muito divertido, já não tive receio, e não chorei.
Nas aulas relembrámos a matéria já dada no ano anterior e começámos a aprender novos conteúdos.
Aprendemos que houve venturas e desventuras e Portugal sempre conseguiu vingar e encontrar uma solução. (Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal).
Nunca cruzámos os braços, lutámos sempre. (às armas, às armas, sobre a terra e sobre o mar! Às armas, às armas, pela pátria lutar!).
E aprendi com a História, que nunca devemos desistir e devemos defender aquilo em que acreditamos. Assim, aqui estamos hoje porque alguns acreditaram que era possível mudar e manter o “…o esplendor de Portugal.”

Desejamos a todos um agradável “Serão”.