

O ensino na primeira República

24 a 26 de Maio de 2010
Sala Multiusos 2, Edifício I & D
Pensar o século da República em Portugal através da apresentação de investigações em Antropologia (algumas em curso, outras já terminadas), é a proposta deste conjunto de sessões organizadas pelo Departamento de Antropologia da FCSH.
Ao longo deste período (1910-2010), o país protagonizou grandes transformações sociais e políticas (a instauração do regime republicano, golpes de estado, ditadura, democracia). Partindo de uma perspectiva comum, que centra a atenção dos investigadores naqueles grupos da sociedade cuja voz normalmente não é escutada, pretende-se analisar uma série de momentos particulares (a instauração da República, o salazarismo e o franquismo, a revolta operária de 1934, a guerra colonial, o pós-25 de Abril) através da acção e participação populares.
Local: FCSH, Av. de Berna, 26-C, 1069-061
Edifício I&D, Sala Multiusos 2

A 27 de Outubro de 1871 entrou como aspirante na Armada Portuguesa, chegando a capitão-de-mar-e-guerra.
Foi professor na escola prática de Artilharia naval. Em 1884 iniciou a sua carreira de escritor e dramaturgo ao escrever a sua primeira peça intitulada “A Noiva”.
A sua segunda obra, “A Morta”, ganhou o prémio D. Luís I da Academia de Ciências de Lisboa. Por ocasião do Ultimato Inglês de 1890 escreveu para a música de Alfredo Keil a marcha “A Portuguesa “ que, em 1910, o Governo da República adoptou como Hino Nacional, trocando a palavra bretões por canhões.
Foi bibliotecário da Escola Naval e professor da cadeira de História na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Em 1900 foi eleito membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e veio a ser Presidente desta Instituição em 1915.
Fez parte da Comissão que foi nomeada pelo governo para, em 1916, propor as versões definitivas e oficiais para piano, canto, orquestra e banda do Hino Nacional. Em 1925 Integrou o grupo de fundadores da “Sociedade Portuguesa de Autores”.



Colóquio
Memória e Cidadania na Literatura Tradicional Peninsular
10 e 11 de Maio de 2010
Universidade do Algarve (Faro)
Biblioteca Municipal Álvaro de Campos (Tavira)
Organização
Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
Helena Buescu e Pedro Ferré
Francisco Bethencourt e Diogo Ramada Curto escreveram, em 1991, que “A memoria da nação está presente um pouco por todo o lado, pontuando de sinais o quotidiano das gentes, enformando a sua maneira de viver e de sentir, balizando o presente e o futuro enquanto forma de representação de uma identidade construída ao longo de oito séculos de forma descontínua.” Ora, um dos lugares onde se torna imperioso procurar essa memória é, sem dúvida, a literatura e, de forma muito particular, a literatura tradicional.
De facto, durante o século XIX, a demanda de uma literatura nacional, ‘achada’ pelos românticos peninsulares na literatura oral e a “perspectiva valorizadora da descoberta e identificação das origens étnicas dos factos da cultura popular portuguesa” ensaiada por Teófilo Braga são reveladoras da enorme importância da literatura popular na procura de uma identidade nacional. Note-se que, em Espanha, nem o sábio filólogo Ramón Menéndez Pidal conseguiu escapar ao espírito do ‘noventayochismo’ nacionalizando o romanceiro.
Ainda no século XIX, Antero de Quental encontrou, também, nesta literatura, exemplos para “desenvolver no espírito das crianças certas tendências morais” fundamentais para “a harmonia do carácter e, em geral, para o bom equilíbrio das faculdades”. Assim, baseando-se essencialmente no romanceiro e na lírica tradicional, forjou o seu Tesouro Poético da Infância com objectivos bem claros: despertar nos jovens “o sentimento do bem e do belo, sem o qual, mais tarde, a própria rectidão do carácter degenera numa dureza intolerante e estreita”.
Deste modo, a literatura oral foi, durante o século XIX, objecto de um vivíssimo interesse, tendo-se dedicado à procura no seu seio
a) ora das origens de uma literatura nacional,
b) ora dos traços configuradores de uma etnia ou etnias,
c) ora ainda de uma constelação de valores apropriados para a formação da cidadania.
O século XX foi, progressivamente, abandonando grande parte destas preocupações - se exceptuarmos o aproveitamento que de alguns destes princípios se fez durante as ditaduras de Salazar e de Franco – postulando mesmo que, na literatura tradicional, as versões de um tema não passam de um mero testemunho - concretizado através de uma língua e de um conjunto de singularidades espácio-temporais - de um determinado arquétipo transnacional. Contudo, independentemente do acerto desta visão, não se deverá esquecer que alguns dos temas conservados pelas memórias colectivas repetem, numa dimensão literária, episódios particulares da História e, numa dimensão formativa, inculcam valores.
Deste modo, este encontro, que reunirá, no Algarve (Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, em Faro / Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira) alguns dos principais especialistas em literatura oral e tradicional no contexto ibérico, entre 10 e 11 de Maio, pretende promover a reflexão em torno de dois eixos vectoriais fundamentais: a memória e a cidadania, entendidas enquanto valores inerentes aos próprios mecanismos de transmissão dos diversos géneros literários tradicionais, ou ainda enquanto molduras ideológicas que enquadraram, de uma forma ou de outra, os trabalhos de recolha e estudo de muitos dos que a este tipo de literatura, ao longo do tempo, se dedicaram.
Mais informações em:
http://coloquio-memoria.centenariorepublica.pt/

O “Entre Palavras” é um concurso promovido pelo Jornal de Notícias, com o objectivo de incentivar a leitura e o debate de ideias nas escolas. Recorrendo ao jornal e aos temas da actualidade, visa ajudar a formar leitores mais exigentes, melhorando a sua aptidão para lerem o mundo em que vivem, aprofundarem os seus conhecimentos e debaterem em grupo a melhor forma de chegar a soluções mais eficazes.
Este ano, o tema escolhido foi a “Res Publica”, para nos associarmos às comemorações do Centenário da República da nossa escola e do nosso país. As duas equipas que concorreram defenderam argumentos “pró” e “contra” a República.
No dia 28 de Abril, na nossa Escola, realizou-se, então, a Final Distrital, com a participação de duas equipas das turmas A e B do 8º ano, a saber: Isabel Faustino, Inês Caeiro, Francisco Mira, João Sabarigo (a equipa “contra”), André Almeida, Violeta Castro, Rui Paixão e Rita Pedrosa (a equipa “pró”). O Dr. Álvaro Faria, do Jornal de Notícias, um professor de História
Foi um debate muito participado e ambas as equipas mostraram que estavam bem preparadas! Assim sendo, tivemos um duplo vencedor “ex aequo”! As duas equipas ficaram apuradas para a grande final nacional, a realizar-se
Joaquim Teófilo Fernandes Braga
Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue
Joaquim Teófilo Fernandes Braga
Bernardino Luís Machado Guimarães
Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais
João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior
António José de Almeida
Manuel Teixeira Gomes
Bernardino Luís Machado Guimarães
José Mendes Cabeçadas Júnior
Manuel de Oliveira Gomes da Costa
António Óscar de Fragoso Carmona
Francisco Higino Craveiro Lopes
Américo de Deus Rodrigues Tomás
António Sebastião Ribeiro de Spínola
Francisco da Costa Gomes
António dos Santos Ramalho Eanes
Mário Alberto Nobre Lopes Soares
Jorge Fernando Branco de Sampaio