terça-feira, 18 de maio de 2010

A República e o Ensino, Carolina Ramalho e Raquel Ferro





O ensino na primeira República

Ciclo de Encontros Temáticos: Pensar a República 1910-2010



Repúblicas e Participação Popular

24 a 26 de Maio de 2010

Sala Multiusos 2, Edifício I & D

Pensar o século da República em Portugal através da apresentação de investigações em Antropologia (algumas em curso, outras já terminadas), é a proposta deste conjunto de sessões organizadas pelo Departamento de Antropologia da FCSH.

Ao longo deste período (1910-2010), o país protagonizou grandes transformações sociais e políticas (a instauração do regime republicano, golpes de estado, ditadura, democracia). Partindo de uma perspectiva comum, que centra a atenção dos investigadores naqueles grupos da sociedade cuja voz normalmente não é escutada, pretende-se analisar uma série de momentos particulares (a instauração da República, o salazarismo e o franquismo, a revolta operária de 1934, a guerra colonial, o pós-25 de Abril) através da acção e participação populares.



Local: FCSH, Av. de Berna, 26-C, 1069-061

Edifício I&D, Sala Multiusos 2

A Constituição Republicana de 1911, por Catarina Branco e José Maria L. da Costa





A Constituição Republicana de 1911

Fernando Pessoa, Carolina Duque e Maria Galésio

fernando pessoa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Colóquio Literatura Portuguesa


Colóquio

Literatura Portuguesa e a Construção do Passado e do Futuro

24, 25 e 26 de Maio de 2010

Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa



Organização

Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Coordenação

Helena Buescu e Teresa Cristina Cerdeira

As comemorações dos 100 anos da República Portuguesa exigem um trabalho da memória. Exigem, sobretudo, um olhar do presente que revisite as vertentes utópicas que a geraram, o empenho intelectual que a sustentou, a aposta de modernidade que ela continha e que desejaria ter visto prolongar-se por mais tempo.

Ao comemorar 100 anos da República Portuguesa, cabe uma outra exigência: a de fazê-la dialogar, por um lado, com a tradição cultural portuguesa, modo de afirmar as marcas de uma literatura de fundação e a evidente actualidade dos clássicos; por outro também com o presente, ao estabelecer, por exemplo, os elos possíveis entre a revolução republicana e a reconquista histórica da democracia portuguesa em Abril de 1974, revisitadas pela literatura dos séculos XX e XXI.

Celebrar a República é, antes de tudo, revisitar criticamente o seu processo.

Mais informações em:

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Hino Nacional, Sofie e Larah; Tomás Seatra, Ana Isabel Pires, Diogo Amaro, Rui Janela, Miguel Oliveira e Bruno Heliodoro


A PORTUGUESA
O Hino Nacional «A Portuguesa» nasceu como uma revolta ao Ultimato Inglês. O compositor Alfredo Keil estava tão irritado com aquela situação que fez uma espécie de marcha no piano, que vibrava toda a sua raiva contra os Ingleses.
Após ter feito aquela marcha foi a casa do poeta Henrique Lopes de Mendonça e pediu-lhe para fazer uma letra para aqueles acordes, que desse voz à revolta sentida. Quando o poema ficou concluído deram-lhe o nome de «A Portuguesa». As primeiras edições foram pagas pelos próprios autores. Foram tirados 12.000 exemplares, que esgotaram rapidamente.
«A Portuguesa» espalhou-se por todo o lado, em cafés, teatros, clubes...
Este hino fazia vibrar o nacionalismo do povo português.




Henrique Lopes de Mendonça

Henrique Lopes de Mendonça nasceu em Lisboa no dia 12 de Fevereiro de 1856.

A 27 de Outubro de 1871 entrou como aspirante na Armada Portuguesa, chegando a capitão-de-mar-e-guerra.

Foi professor na escola prática de Artilharia naval. Em 1884 iniciou a sua carreira de escritor e dramaturgo ao escrever a sua primeira peça intitulada “A Noiva”.

A sua segunda obra, “A Morta”, ganhou o prémio D. Luís I da Academia de Ciências de Lisboa. Por ocasião do Ultimato Inglês de 1890 escreveu para a música de Alfredo Keil a marcha “A Portuguesa “ que, em 1910, o Governo da República adoptou como Hino Nacional, trocando a palavra bretões por canhões.

Foi bibliotecário da Escola Naval e professor da cadeira de História na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Em 1900 foi eleito membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e veio a ser Presidente desta Instituição em 1915.

Fez parte da Comissão que foi nomeada pelo governo para, em 1916, propor as versões definitivas e oficiais para piano, canto, orquestra e banda do Hino Nacional. Em 1925 Integrou o grupo de fundadores da “Sociedade Portuguesa de Autores”.


Alfredo Keil
Alfredo Keil nasceu em Lisboa a 3 de Julho de 1850 e morreu em Hamburgo a 4 de Outubro de 1907. Durante a sua vida foi compositor, pintor, poeta e arqueólogo. De nacionalidade portuguesa mas de ascendência alemã, por parte do pai, e alsaciana, por parte da mãe, estudou desenho e música em Nuremberga, numa Academia dirigida pelo pintor Kremling. Em 1870, devido à guerra Franco-Prussiana, regressa a Portugal. Em 1890, o Ultimato Inglês inspirou Alfredo Keil para a composição do canto patriótico “A Portuguesa”, com versos de Henrique Lopes de Mendonça. A cantiga tornou-se popular em todo o país e seria mais tarde transformada no Hino Nacional de Portugal.

terça-feira, 4 de maio de 2010

"A República na toponímia de vilas e cidades de Portugal no bilhete postal ilustrado" - A República na toponímia de Lisboa, um trabalho realizado pelos alunos do 11º E da Escola Secundária Luísa de Gusmão sob a orientação da Dra.Isabel Cluny, uma preciosa colaboração


Em menos de três anos o investigador caldense Mário Lino reuniu cerca de 240 postais relativos às Praças da República e Praças 5 de Outubro. A mostra chama-se "A República na toponímia de vilas e cidades de Portugal no bilhete postal ilustrado".

Nesta imagem, a Rua da República em Évora.


Por todo o lado há sinais da República, Carolina Ramalho e Raquel Ferro

Por todo o lado há sinais da República como por exemplo Carolina Ramalho

A República através dos selos, Helena Tavares e Marta Correia


Em 1910 os selos tiveram que ser modificados por causa da República, pois o regime político tinha mudado. A primeira série de selos republicanos foi lançada em 1912.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Curiosidades, Catarina Godinho e Rita Amaro

O Analfabetismo
“Quem não lê é como quem não vê”, diz o ditado, e é bem verdade, mas a maior parte dos portugueses vivia na cegueira do analfabetismo e, consequentemente, em grande atraso sócio-cultural e económico. A maior parte da população não ia à escola, porque achava que era coisa para ricos ou, ainda porque o tempo de escola fazia falta para trabalhar.



Comunicação
Para comunicarem com quem estava longe, fossem amigos, filhos, pais, maridos, mulheres ou namorados, iam ter com uma pessoa da sua total confiança e que soubesse ler e escrever. Levavam o papel de carta e ditavam o que queriam transmitir.




Imagens retiradas do sítio da Bibliothèque Nationale de France, exposição de gravuras de 1910, "À l'an 2000".

domingo, 2 de maio de 2010

O 1º de Maio, por André Batalha e Pedro Menau, 5º B


1º Maio

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Colóquio

Memória e Cidadania na Literatura Tradicional Peninsular

10 e 11 de Maio de 2010

Universidade do Algarve (Faro)

Biblioteca Municipal Álvaro de Campos (Tavira)

Organização

Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Coordenação

Helena Buescu e Pedro Ferré

Francisco Bethencourt e Diogo Ramada Curto escreveram, em 1991, que “A memoria da nação está presente um pouco por todo o lado, pontuando de sinais o quotidiano das gentes, enformando a sua maneira de viver e de sentir, balizando o presente e o futuro enquanto forma de representação de uma identidade construída ao longo de oito séculos de forma descontínua.” Ora, um dos lugares onde se torna imperioso procurar essa memória é, sem dúvida, a literatura e, de forma muito particular, a literatura tradicional.

De facto, durante o século XIX, a demanda de uma literatura nacional, ‘achada’ pelos românticos peninsulares na literatura oral e a “perspectiva valorizadora da descoberta e identificação das origens étnicas dos factos da cultura popular portuguesa” ensaiada por Teófilo Braga são reveladoras da enorme importância da literatura popular na procura de uma identidade nacional. Note-se que, em Espanha, nem o sábio filólogo Ramón Menéndez Pidal conseguiu escapar ao espírito do ‘noventayochismo’ nacionalizando o romanceiro.

Ainda no século XIX, Antero de Quental encontrou, também, nesta literatura, exemplos para “desenvolver no espírito das crianças certas tendências morais” fundamentais para “a harmonia do carácter e, em geral, para o bom equilíbrio das faculdades”. Assim, baseando-se essencialmente no romanceiro e na lírica tradicional, forjou o seu Tesouro Poético da Infância com objectivos bem claros: despertar nos jovens “o sentimento do bem e do belo, sem o qual, mais tarde, a própria rectidão do carácter degenera numa dureza intolerante e estreita”.

Deste modo, a literatura oral foi, durante o século XIX, objecto de um vivíssimo interesse, tendo-se dedicado à procura no seu seio

a) ora das origens de uma literatura nacional,

b) ora dos traços configuradores de uma etnia ou etnias,

c) ora ainda de uma constelação de valores apropriados para a formação da cidadania.

O século XX foi, progressivamente, abandonando grande parte destas preocupações - se exceptuarmos o aproveitamento que de alguns destes princípios se fez durante as ditaduras de Salazar e de Franco – postulando mesmo que, na literatura tradicional, as versões de um tema não passam de um mero testemunho - concretizado através de uma língua e de um conjunto de singularidades espácio-temporais - de um determinado arquétipo transnacional. Contudo, independentemente do acerto desta visão, não se deverá esquecer que alguns dos temas conservados pelas memórias colectivas repetem, numa dimensão literária, episódios particulares da História e, numa dimensão formativa, inculcam valores.

Deste modo, este encontro, que reunirá, no Algarve (Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, em Faro / Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira) alguns dos principais especialistas em literatura oral e tradicional no contexto ibérico, entre 10 e 11 de Maio, pretende promover a reflexão em torno de dois eixos vectoriais fundamentais: a memória e a cidadania, entendidas enquanto valores inerentes aos próprios mecanismos de transmissão dos diversos géneros literários tradicionais, ou ainda enquanto molduras ideológicas que enquadraram, de uma forma ou de outra, os trabalhos de recolha e estudo de muitos dos que a este tipo de literatura, ao longo do tempo, se dedicaram.

Mais informações em:

http://coloquio-memoria.centenariorepublica.pt/

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Zé Povinho, pelos 9º A e C

1_republca                                                                   

"Entre Palavras", um concurso, um debate: Monarquia ou República



As boas vindas... E uma recompensa merecida, num dia de Abril com um calor abrasador!

A professora Helena Perdigão, responsável pela realização deste concurso na nossa escola.

O
Jornal de Notícias, jornal de referência do Norte, dinamizador do concurso "Entre Palavras".



O “Entre Palavras” é um concurso promovido pelo Jornal de Notícias, com o objectivo de incentivar a leitura e o debate de ideias nas escolas. Recorrendo ao jornal e aos temas da actualidade, visa ajudar a formar leitores mais exigentes, melhorando a sua aptidão para lerem o mundo em que vivem, aprofundarem os seus conhecimentos e debaterem em grupo a melhor forma de chegar a soluções mais eficazes.

Este ano, o tema escolhido foi a “Res Publica”, para nos associarmos às comemorações do Centenário da República da nossa escola e do nosso país. As duas equipas que concorreram defenderam argumentos “pró” e “contra” a República.

No dia 28 de Abril, na nossa Escola, realizou-se, então, a Final Distrital, com a participação de duas equipas das turmas A e B do 8º ano, a saber: Isabel Faustino, Inês Caeiro, Francisco Mira, João Sabarigo (a equipa “contra”), André Almeida, Violeta Castro, Rui Paixão e Rita Pedrosa (a equipa “pró”). O Dr. Álvaro Faria, do Jornal de Notícias, um professor de História em Santa Maria da Feira, foi o moderador do debate.

Foi um debate muito participado e ambas as equipas mostraram que estavam bem preparadas! Assim sendo, tivemos um duplo vencedor “ex aequo”! As duas equipas ficaram apuradas para a grande final nacional, a realizar-se em Santa Maria da Feira, no dia 2 de Junho de 2010! Estão de parabéns!


Texto redigido pela professora Helena Perdigão, responsável pelos alunos que participaram no concurso.