quarta-feira, 2 de junho de 2010

O 25 de Abril de 1974, André Almeida, Diogo Vidinha e João Banha, 5º B



 Houve uma altura, em Portugal, em que as pessoas não eram livres.
Não eram livres de falar, de discordar, não eram livres de dar a sua opinião. Tinha de se ter muito cuidado com o que se dizia e com o que se escrevia. Se as pessoas não o fizessem iam presas. Mas vários grupos de homens e mulheres de grande coragem começaram a revoltar-se e, apesar de muitos terem ido presos, muitos continuaram a reunir-se em segredo e um dia conseguiram reunir forças para libertar o país desse governo a que chamavam Ditadura porque os homens só podiam fazer o que lhes era ditado.
 Nesse dia muita gente festejou com os soldados que libertaram o país. Os homens que lideraram a revolução ficaram conhecidos como os capitães de Abril.
E mais importante ainda a nossa liberdade foi conquistada sem se derramar sangue. Sem ter havido uma morte sequer.
 Uma florista que ia a passar levava cravos na mão e começou a oferecê-los aos soldados. Assim o 25 de Abril é festejado como o dia da liberdade em Portugal e os cravos  são o seu símbolo.  

25 de Abril de 1974

terça-feira, 1 de junho de 2010

Salazar, por Ana Catarina e Carolina Duque. Uma carta dirigida a Salazar em 1966, um pedido de Liberdade de alguns "velhos, muito velhos" republicanos

salazar                                                                      CartaaSalazar

Anos de Ditadura, Carolina Duque, João Silva, Maria Galésio, Inês Almaça e Ana Pires







O regime monárquico terminou no dia 5 de Outubro de 1910. O primeiro chefe que governo foi Teófilo Braga, tendo sido no ano seguinte eleito Manuel de Arriaga. Este governou com base numa nova Constituição. A bandeira verde e vermelha republicana substituiu a azul e branca monárquica.
Nos dezasseis anos seguintes Portugal viveu um período de grande instabilidade política. O povo ficou descontente, de tal maneira que foi organizado um golpe de estado chefiado pelo general Gomes da Costa, tendo sido colocado um ponto final na I República.
Gomes da Costa confessou a um jornal da época que a situação se tornara insuportável para o Exército e que o país avançava para o abismo, de tal maneira que Gomes da Costa se revoltou.
A vitória de Gomes da Costa foi muito aplaudida, e tropas do país aderiram ao golpe de estado. O almirante José Mendes Cabeçadas assumiu a presidência. A partir dessa altura deixou-se de realizar eleições livres e o governo passou a ser escolhido pelos militares. Foram proibidas as greves, as manifestações, e apareceu a censura. Foi então escolhido um professor da Universidade de Coimbra para ministro das finanças, e o seu nome era José de Oliveira Salazar, o qual rejeitou o cargo. Passados dois anos foi eleito presidente da ditadura Óscar Carmona. António Oliveira Salazar foi um crítico relativamente ao rumo que as finanças levavam, e voltou a ser convidado. Aceitou. A nova política financeira foi poupar. Aumentou as receitas e diminuiu as despesas. Pouco a pouco Salazar tornou-se o líder político da ditadura assumindo a Presidência do Conselho. Criou a União Nacional, o único partido autorizado, e a PVDE, a polícia política. Em 1933 foi aprovada uma nova Constituição instituindo o Estado Novo, o qual adoptava a Igreja, a Pátria e a Família como pilares do regime. A nova Constituição limitava a liberdade de expressão tendo os censores, através do célebre lápis azul, o poder de decidir o que era ou não publicado nos jornais.
Na Alemanha e Itália dominava o Fascismo. Salazar inspirado nessas ideologias fundou a Mocidade Portuguesa, para crianças e jovens, e a Legião Portuguesa que era um tipo de exército destinado a defender a nação da ameaça comunista.
Foi sobretudo a partir de 1930 que os Portugueses deixaram de ter liberdade de expressão. Quem arriscava era perseguido, torturado e preso.
Os campos de concentração eram a pior tortura, onde os presos eram isoladas, deixados ao abandono sem quaisquer condições chegando mesmo a morrer.
O Estado Novo impôs disciplina e ordem, ao ponto de castigar severamente todos aqueles que se manifestavam contra o regime de Salazar.
O regime salazarista investiu muito em infra-estruturas, foi nesta altura que se inaugurou a Ponte de Lisboa - então chamada Ponte Salazar e depois baptizada ponte 25 de Abril.
Portugal estava com muitas dificuldades, de tal forma que nos anos quarenta começou a faltar comida e houve greves e protestos nos campos agrícolas e nas fábricas. Muitos portugueses foram obrigados a emigrar.
Salazar já tinha mais de 60 anos. Apesar da idade, continuava a ter forças para calar todos aqueles que lutavam contra o seu regime, transformou a PVDE em Polícia Internacional do Estado (PIDE), perseguindo todos aqueles que se opunham ao regime salazarista.

Salazar-Inês Almaça e Ana Catarina Pires

sexta-feira, 28 de maio de 2010

As mulheres, os jornais e a 1ª República


Os alunos da turma do 7ºA, aquando da visita à Exposição sobre o Centenário da República, na Biblioteca de Évora, tomaram contacto com alguns dos periódicos da época que os motivaram a ler as notícias de tempos tão recuados.
Uma das notícias, cujas páginas se reproduzem, chamou-lhes particularmente a atenção por se tratar de um protesto de mulheres, mais propriamente das criadas de hotel. Esta notícia foi objecto de leitura na sala de aula seguida de um pequeno debate sobre as condições sociais da mulher no início do século XX.
Passaram 100 anos! Os jovens alunos puderam tomar consciência da diferença colossal entre a situação actual da mulher em relação à de outrora. Quanta Luta!


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Teófilo Braga, por Raquel Copeto do 6ºC e João Santos do 6º B. Ainda as contribuições em prosa e em verso do 6º A e C


O SAL E A ÁGUA
Um rei tinha três filhas e perguntou a cada uma delas, por sua vez, qual era a mais sua amiga. A mais velha respondeu:
– Quero mais a meu pai do que à luz do Sol.
Respondeu a do meio:
– Gosto mais de meu pai do que de mim mesma.
A mais moça respondeu:
– Quero-lhe tanto como a comida quer o sal.
O rei entendeu por isto que a filha mais nova não o amava tanto como as outras, e pô-la fora do palácio. Ela foi muito triste por esse mundo fora, até chegou ao palácio de um rei. Aí ofereceu-se para ser cozinheira. Um dia veio para a mesa um pastel muito bem feito, o rei ao parti-lo achou um anel muito pequeno e de grande preço. Perguntou a todas as damas da corte de quem seria aquele anel. Todas quiseram ver se o anel lhes servia: foi passando, até que foi chamada a cozinheira e só a ela é que o anel servia. O príncipe viu isto e ficou logo apaixonado por ela, pensando que era de família de nobreza.
Começou então a espreitá-la, porque ela só cozinhava às escondidas, e viu-a vestida com trajos de princesa. Foi chamar o rei, seu pai, e ambos viram o caso. O rei deu licença ao filho para casar com ela, mas a menina tirou por condição que queria cozinhar pela sua mão o jantar do dia da boda. Para as festas de noivado convidou-se o rei que tinha três filhas, e que pusera fora de casa a mais nova. A princesa cozinhou o jantar, mas nos manjares que haviam de ser postos ao rei seu pai não deitou sal de propósito. Todos comiam com vontade, mas só o rei convidado é que não comia. Por fim perguntou-lhe o dono da casa, por que razão é que o rei não comia. Ele respondeu, não sabendo que assistia ao casamento da filha:
– A comida não tem sal.
O pai do noivo fingiu-se raivoso e mandou que a cozinheira viesse, ali, dizer por que é que não
tinha deitado sal na comida. Veio então a menina vestida de princesa, mas assim que o pai a viu, conheceu-a logo, e confessou ali a sua culpa, por não ter percebido quanto era amado por sua filha, que lhe tinha dito, que lhe queria tanto como a comida quer o sal, e que depois de sofrer tanto nunca se queixara da injustiça de seu pai.
Teófilo Braga

Adolfo Coelho, o contributo do 6ºF


Francisco Adolfo Coelho nasceu em Coimbra, 15 de Janeiro de 1847, faleceu em Carcavelos, dia 9 de Fevereiro de 1919.

Foi um filólogo, escritor e pedagogo, autodidacta, que foi uma das figuras mais importantes da intelectualidade nos finais do século XIX.

Foi um autodidacta, apesar de aos quinze anos (1862-1864) ter frequentado a Universidade de Coimbra. Em Lisboa foi aluno do Curso Superior de Letras e mais tarde foi professor de Linguística.

Ao longo da sua vida realizou notáveis trabalhos em pedagogia. As suas concepções pedagógicas assentavam na convicção que através da educação seria possível regenerar o país. Combateu a submissão do ensino às ideias religiosas. Organizou um importante Museu Pedagógico na Antiga Escola do Magistério Primário de Lisboa.

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