terça-feira, 14 de setembro de 2010

Colóquio Internacional Da virtude e fortuna da República ao republicanismo pós nacional

Organização
Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
Ius Gentium Conimbrigae (FD-UC)

Coordenação
Professor Doutor Gomes Canotilho e Professor Doutor Vital Moreira

30 de Setembro de 2010
Coimbra, Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

Resumo: A Comemoração do Centenário da Implantação da República em Portugal não poderia passar sem uma suspensão reflexiva em torno do tema da “renovação republicana”. Entendem os organizadores que a República é passado e futuro. Também o presente convoca desesperadamente o republicanismo crítico como modo de reintroduzir no discurso político os velhos temas da “virtude cívica”, da “dedicação à causa pública” e da participação política activa como forma de defesa dos próprios direitos fundamentais.

O aprofundamento da aludida revivificação republicana justifica o convite a dois dos maiores cultores mundiais da problemática histórica, sociológica, política, jurídica e económica dos ideais republicanos. Impunha-se assim a presença de J.G.A. Pocock, o autor de trabalhos imprescindíveis sobre a história da tradição republicana atlântica, e de J. Habermas que, em vários livros, desenvolve uma poderosa reflexão crítico-filosófica sobre a teoria política do republicanismo.

O sopro cosmopolita republicano que estes dois autores republicanos transportam para o nosso país carecia de parceiros de diálogo portugueses com sabedoria para a contextualização discursiva das comunicações a cargo dos mestres pensadores J. Pocock e J. Habermas. Estamos a referir-nos a Fernando Catroga, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Aroso Linhares, da Faculdade de Direito desta mesma Universidade e a Ricardo Leite Pinto, da Universidade Lusíada de Lisboa. A apresentação pessoal de J. Pocock ficará a cargo do professor espanhol da Universidade de Vigo, Eloy Garcia, responsável pela tradução para castelhano da obra maior daquele autor, The Machiavellian Moment: Florentine Political Thought and the Atlantic Republican Tradition, 1975. Um dos coordenadores do Colóquio, J.J. Gomes Canotilho, encarregar-se-á da apresentação do Professor Jürgen Habermas.

Inscrições e Informações:
Ius Gentium ConimbrigaeCentro de Direitos Humanos/Human Rights Centre
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Pátio da Universidade
3004 - 545 COIMBRA
T: (+351) 239 824478
F: (+351) 239 823353

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Espectáculo RES PUBLICA - 5 de Outubro - Praça do Município, Lisboa

Uma criação do TEATRO O BANDO
Integrada no Programa Oficial das Comemorações do Centenário da República

O Teatro Bando foi desafiado pela Comissão Nacional para as Comemorações do centenário da República a conceber e dirigir um evento a ter lugar no próximo dia 5 de Outubro, na Praça do Município em Lisboa, no âmbito das Cerimónias Oficiais Comemorativas do Centenário da República, que serão presididas por Sua Excelência o Presidente da República.

Nesse sentido, a companhia está a criar um evento civil de características populares denominado os bigodes na RES PUBLICA, que irá reunir um conjunto alargado de profissionais e não profissionais provenientes das mais diversas áreas artísticas e associativas, sob a direcção de João Brites.

Seremos centenas de republicanos a passear na Praça do Município. Grupos de pessoas criando imagens de acções metafóricas e simbólicas, que falem por si e que recordem que – tal como em 1910 – ainda faz sentido lutar pela liberdade, pela igualdade, pela solidariedade e pelo optimismo regenerador e progressista, criando uma memória colectiva que fortaleça a identidade nacional.

Pretendemos contar com a participação de todos os cidadãos.
Seja voluntário individualmente, em família ou em grupo.

A ficha de inscrição pode ser descarregada através da seguinte hiperligação: http://www.obando.pt/ficha_de_identificacao_voluntarios.doc
Para inscrições/informações contacte-nos através do e-mail divulgacao@obando.pt ou do telefone 961 387 591.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rota do Centenário da República, no Museu do Brinquedo em Sintra


De 15 de Setembro a 31 de Dezembro de 2010
no âmbito das Comemorações do Centenário da República Portuguesa,
o Museu do Brinquedo terá disponível ao público uma actividade intitulada
«Rota do Centenário da República»

Espera-se com esta actividade privilegiar a atenção dos brinquedos do período de 1890-1920,
na data da Comemoração da Implantação da República e contribuir para a divulgação
e aprendizagem de factos, relativos ao mesmo acontecimento.

Saiba Mais em:

terça-feira, 7 de setembro de 2010

COLÓQUIO - A I REPÚBLICA E A POLÍTICA EXTERNA, 9 a 10 de Setembro de 2010, em Lisboa no Museu do Oriente


Mais informações em:
Instituto Português de Relações Internacionais
da Universidade de Lisboa
Rua D. Estefânia, 195, 5.º D
100-155 Lisboa
Tel: 21 314 11 76
Fax: 21 314 12 28
Email: ipri@ipri.pt

http://www.ipri.pt


ENTRADA LIVRE

Agora em Évora, na BPE, EXPOSIÇÃO LETRAS E CORES, IDEIAS E AUTORES DA REPÚBLICA

16 Setembro (quinta-feira), às 18h30

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO
LETRAS E CORES, IDEIAS E AUTORES DA REPÚBLICA

No ano em que se comemoram cem anos sobre a implantação da República, a DGLB concebeu uma exposição a partir de textos de autores que marcaram decisivamente a cultura humanístico-literária em Portugal no final do século XIX e início do século XX, convidando dez ilustradores a tratar plasticamente dez temas representativos do contexto social, político, cívico e cultural da época.
O resultado mostra de que forma literatura e arte, passado e presente, se podem cruzar de forma coerente e harmoniosa, dando corpo a um percurso fulcral da história portuguesa contemporânea: o triunfo da ideia republicana de cidadania, a instauração do regime, a participação de Portugal na I Grande Guerra e a vida política, social, cultural e artística deste período.
A exposição, patente até dia 12 de Novembro, completa-se com a mostra de periódicos da época provenientes do espólio da BPE, reveladores dos acontecimentos mais marcantes no processo de transição do regime monárquico para a República.

CONFERÊNCIA DE ABERTURA
Orador Alfredo Caldeira
Público Geral
Administrador do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares, a sua intervenção tem-se desenvolvido, essencialmente,
no âmbito da utilização de sistemas informáticos em arquivos e bibliotecas, na organização de exposições
e colóquios de natureza cultural e no desenvolvimento de relações de cooperação com os países de língua oficial
portuguesa. Autor de diversas publicações de cariz histórico, jurídico e político, participa frequentemente em iniciativas
culturais e de divulgação.

Organização: Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas | Biblioteca Pública de Évora
ENTRADA LIVRE mediante inscrição prévia

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Em Oeiras, exposição “Letras e Cores, Ideias e Autores da República”

A partir de hoje, dia 6 de Setembro, inaugura nas 3 Bibliotecas Municipais de Oeiras a exposição “Letras e Cores, Ideias e Autores da República”, para o público em geral. 
Organização da DGLB, a partir do convite a dez ilustradores para trabalhar dez temas/ideias da República, a partir de textos de alguns autores contemporâneos da... República, resultou esta exposição de 10 cartazes!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Mais duas exposições em Lisboa, Terreiro do Paço

Exposição: Corpo - Estado, Medicina e Sociedade no tempo da I República.

Data de publicação: 
16.07.2010
Exposição
Corpo – Estado, Medicina e Sociedade no tempo da I República.

Comissária: Rita Garnel
Local: Lisboa, Terreiro do Paço, Torreão Poente
Datas de exibição: 23 de Julho até Outubro de 2010, 17h30

Ver o site da exposição: http://corpo.centenariorepublica.pt/
Para agendamento de visitas guiadas enviar email para: marcarvisitas@centenariorepublica.pt
Exposição da responsabilidade da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Parceria Oficial do Turismo de Portugal.
Resumo: Corpo – Estado, medicina e sociedade no tempo da I República é o título escolhido para uma exposição que pretende dar conta da história da medicina em Portugal nas décadas da, da consolidação do poder e do prestígio dos médicos, bem como das relações entre este saber, o poder político e os diversos grupos sociais. É a história de um saber e de um poder que não recusou a sua vocação social. O Corpo não pretende ser apenas uma exposição exclusivamente documental e ilustrativa, dimensão que, porém, é fundamental. A mostra de objectos, documentos e fotografias visa, também, problematizar as relações do médico com o doente e com o corpo humano, individual ou social, e questionar o saber científico da medicina e dos médicos no tempo da I República.


Exposição: Corpo - Estado, Medicina e Sociedade no tempo da I República.

Data de publicação: 
16.07.2010
Exposição
Corpo – Estado, Medicina e Sociedade no tempo da I República.

Comissária: Rita Garnel
Local: Lisboa, Terreiro do Paço, Torreão Poente
Datas de exibição: 23 de Julho até Outubro de 2010, 17h30

Ver o site da exposição: http://corpo.centenariorepublica.pt/
Para agendamento de visitas guiadas enviar email para: marcarvisitas@centenariorepublica.pt
Exposição da responsabilidade da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República. Parceria Oficial do Turismo de Portugal.
Resumo: Corpo – Estado, medicina e sociedade no tempo da I República é o título escolhido para uma exposição que pretende dar conta da história da medicina em Portugal nas décadas da, da consolidação do poder e do prestígio dos médicos, bem como das relações entre este saber, o poder político e os diversos grupos sociais. É a história de um saber e de um poder que não recusou a sua vocação social. O Corpo não pretende ser apenas uma exposição exclusivamente documental e ilustrativa, dimensão que, porém, é fundamental. A mostra de objectos, documentos e fotografias visa, também, problematizar as relações do médico com o doente e com o corpo humano, individual ou social, e questionar o saber científico da medicina e dos médicos no tempo da I República.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Exposição: Letras e Cores, Ideias e Autores da República no Museu Nacional do Traje, a partir de 16 de Julho

No ano em que se comemoram 100 anos sobre a implantação da República, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), em colaboração com a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, concebeu e produziu a Exposição em cartazes “Letras e Cores, Ideias e Autores da República”, uma iniciativa transversal à Rede Nacional de Bibliotecas Públicas, aos 308 Municípios nacionais, abrangendo o território de Continente e Ilhas mas também o território Lusófono e bem assim o Brasil, Universidades, Leitorados, Embaixadas de Portugal e outros espaços culturais.
A partir de textos de autores que marcaram decisivamente a cultura humanístico-literária em Portugal no final do século XIX e início do século XX, a DGLB convidou dez ilustradores (João Vaz de Carvalho, Afonso Cruz, Bernardo Carvalho, Marta Torrão, Teresa Lima, Rachel Caiano, Jorge Miguel, Carla Nazareth, Gémeo Luís, Alex Gozblau) a tratar plasticamente dez temas representativos do contexto social, político, cívico e cultural da época: Ultimatum, Monarquia, 5 de Outubro, Igreja, Educação, Mulheres, Modernismo, Grande Guerra, Chiado e Revistas.

Apresentação da Colecção Roteiros Republicanos - 15 de Julho

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Oh!... A República... até 31 de Janeiro de 2011

Na Cordoaria Nacional, todos os dias até Novembro

Vamos ver o Povo, até 19 de Setembro

Exposição — POVO
19 Junho — 19 Setembro de 2010
June 19th — September 19th
Todos os dias 10h às 18h
Sábados até às 20h
Every day from 10 a.m. to 6 p.m.
Saturdays until 8 p.m.
Av. Brasília, Central Tejo / 1300-598 Lisboa
www.fundacao.edp.pt
A Fundação EDP associa-se às comemorações do Centenário da República com a exposição internacional POVO|PEOPLE.
A pergunta, «O que é o povo?» serviu de linha orientadora a esta exposição que propõe ao público/povo de hoje várias respostas possíveis através de uma nova reflexão visual, estética, simbólica, sociológica e política sobre a génese e a evolução do conceito de POVO.


A República mês a mês - Separação da Igreja e do Estado

Programa de Edições de Teses e Dissertações


REGULAMENTO

O Programa de Edição de Teses e Dissertações integra o programa de comemorações do Centenário da República e tem por objectivo promover a publicação de teses e de dissertações que tenham por objecto de estudo a I República e o Republicanismo. O Programa é aberto aos investigadores em geral.

Art. 1.º
No âmbito das Comemorações do Centenário da República em Portugal, é lançado pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (CNCCR) um programa de edição de teses e de dissertações com o objectivo de divulgar trabalhos académicos com relevância científica dedicados ao estudo da I República e do Republicanismo.

Art. 2.º
O programa destina-se a todos investigadores que tenham concluído teses e dissertações académicas relacionadas com a temática da I República e do Republicanismo em todas as áreas científicas.

Art. 3.º
Só serão considerados para publicação os trabalhos concluídos e discutidos em provas académicas e que ainda não tenham sido publicados.

Art. 4.º
A selecção de trabalhos a publicar terá em consideração a originalidade do tema, a qualidade científica, a natureza das fontes e a metodologia utilizada.

Art. 5.º
Os trabalhos concorrentes deverão ser enviados para Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, em formato digital, através do endereço de correio electrónico teses@centenariorepublica.pt, até 15 de Julho de 2010. Os trabalhos deverão ser acompanhados pelo Curriculum Vitae, declaração de conclusão de mestrado/doutoramento e contactos do autor.

Art. 6.º
Os trabalhos a publicar serão seleccionados por um Júri nomeado pela CNCCR, composto por cinco especialistas.

Art. 7.º
Os trabalhos que não se enquadrem nos critérios de publicação não serão considerados.

Art. 8.º
A Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República compromete-se a assegurar a edição e divulgação dos trabalhos selecionados.

Art. 9.º
Os casos omissos serão decididos segundo a matéria a que respeitem, pela CNCCR.

Mais informações: teses@centenariorepublica.pt

terça-feira, 22 de junho de 2010

Mensagem de agradecimento

A Comissão Dinamizadora das Comemorações do Centenário da República agradece o empenhamento, a motivação e a disponibilidade demonstrados por todos os elementos da comunidade educativa, pais e encarregados de educação, alunos, docentes, funcionários, entidades locais e a inestimável colaboração do Eborae Musica, na concretização das actividades inerentes ao Projecto do Centenário da República. A Comissão agradece também à C.C.R.D.A. a disponibilização do seu auditório para a realização do espectáculo de encerramento do primeiro ano deste projecto.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Os apresentadores do espectáculo e os anfitriões


O concerto, a orquestra, o coro, o Canto Torna Viagem e o Hino Nacional - "O Hino contado e cantado"

"O meu primeiro discurso" pelo Clube Estórias da História

BOA NOITE!
O meu primeiro Discurso

No meu primeiro dia de aulas, na Escola E.B.I. André de Resende senti medo do desconhecido que aí vinha e até chorei. Tudo era novo!
Caminhei para a sala de aula, entrei e conheci os meus colegas de turma e revi outros mais antigos. Fizemos a apresentação com a directora de turma: nome, idade, passatempos, entre outras coisas. E, no resto da aula estabelecemos as regras de funcionamento da sala de aula.
No intervalo brinquei e fiz novas amizades. Os dias foram passando, comecei a habituar-me e a gostar, vir para a escola passou a ser aliciante.
Aprendi matérias novas, e, como se formou o meu País. Não foi fácil, implicou muito empenhamento, esforço, dedicação e luta. (Entre as brumas da memória, ó pátria sente-se a voz, dos teus egrégios avós, que hão-de levar-te à vitória).
E o tempo passou… Cheguei à minha matéria favorita, os descobrimentos, e, descobri que os portugueses foram únicos neste empreendimento, demos novos mundos ao mundo, conhecemos novas gentes, novos mares, novos animais e novas plantas… (Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal)
Os dias foram ficando maiores e rapidamente chegou o calor e o fim do ano. Vieram as férias, a praia e o descanso merecido.
E de novo o regresso…
Desta vez, o meu primeiro dia de aulas foi muito divertido, já não tive receio, e não chorei.
Nas aulas relembrámos a matéria já dada no ano anterior e começámos a aprender novos conteúdos.
Aprendemos que houve venturas e desventuras e Portugal sempre conseguiu vingar e encontrar uma solução. (Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal).
Nunca cruzámos os braços, lutámos sempre. (às armas, às armas, sobre a terra e sobre o mar! Às armas, às armas, pela pátria lutar!).
E aprendi com a História, que nunca devemos desistir e devemos defender aquilo em que acreditamos. Assim, aqui estamos hoje porque alguns acreditaram que era possível mudar e manter o “…o esplendor de Portugal.”

Desejamos a todos um agradável “Serão”.

A exposição na C.C.D.R. Alentejo

Viva a República!-Expo

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580.
Com a Proclamação da República Portuguesa de 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto em 12 de Outubro estipulando os feriados nacionais.
Neste decreto ficaram consignados os feriados de 1 de Janeiro, Dia da Fraternidade Universal; 31 de Janeiro, que evocava a revolução falhada do Porto, evocando os mártires da República; 5 de Outubro, Dia dos heróis da República; 1 de Dezembro, o Dia da Autonomia (Restauração da Independência) e o Dia da Bandeira.
Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões, o poeta que escreveu Os Lusíadas.
O 10 de Junho começou a ser particularmente exaltado com o Estado Novo, o regime instituído em Portugal. Foi a partir desta época que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen, criadora de Vanina

Sophia, a mulher, a poeta (como pretendia que se dissesse), nasceu poucos anos após a Implantação da República, em 1919.
Era uma Mulher, uma mulher de causas. Foi dirigente de movimentos universitários católicos e denunciou as injustiças do regime salazarista e dos seus seguidores mais radicais, tendo uma actuação cívica relevante na defesa das liberdades. Foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos e presidente da Assembleia-geral da Associação Portuguesa de Escritores.
Ao Dia da Liberdade chamou-lhe “ o dia inicial inteiro e limpo” e alguns dias depois, no 1º de Maio, milhares de homens e mulheres gritavam uma palavra de ordem lançada por Sophia: “A Poesia está na rua”.

« Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.»


Sophia de Mello Breyner Andresen





Sophia é autora de uma vastíssima obra, dela queremos salientar O Cavaleiro da Dinamarca, um texto que inclui diferentes histórias encadeadas. Numa dessas histórias conhecemos Vanina, «uma bela jovem que ousou lutar pela sua liberdade e trocar as voltas ao destino», "Vanina Vanini - Uma história de amor possível" é uma adaptação do texto de Sophia criada nas aulas de Escrita Criativa.

O 25 de Abril de 1974, André Almeida, Diogo Vidinha e João Banha, 5º B



 Houve uma altura, em Portugal, em que as pessoas não eram livres.
Não eram livres de falar, de discordar, não eram livres de dar a sua opinião. Tinha de se ter muito cuidado com o que se dizia e com o que se escrevia. Se as pessoas não o fizessem iam presas. Mas vários grupos de homens e mulheres de grande coragem começaram a revoltar-se e, apesar de muitos terem ido presos, muitos continuaram a reunir-se em segredo e um dia conseguiram reunir forças para libertar o país desse governo a que chamavam Ditadura porque os homens só podiam fazer o que lhes era ditado.
 Nesse dia muita gente festejou com os soldados que libertaram o país. Os homens que lideraram a revolução ficaram conhecidos como os capitães de Abril.
E mais importante ainda a nossa liberdade foi conquistada sem se derramar sangue. Sem ter havido uma morte sequer.
 Uma florista que ia a passar levava cravos na mão e começou a oferecê-los aos soldados. Assim o 25 de Abril é festejado como o dia da liberdade em Portugal e os cravos  são o seu símbolo.  

25 de Abril de 1974

terça-feira, 1 de junho de 2010

Salazar, por Ana Catarina e Carolina Duque. Uma carta dirigida a Salazar em 1966, um pedido de Liberdade de alguns "velhos, muito velhos" republicanos

salazar                                                                      CartaaSalazar

Anos de Ditadura, Carolina Duque, João Silva, Maria Galésio, Inês Almaça e Ana Pires







O regime monárquico terminou no dia 5 de Outubro de 1910. O primeiro chefe que governo foi Teófilo Braga, tendo sido no ano seguinte eleito Manuel de Arriaga. Este governou com base numa nova Constituição. A bandeira verde e vermelha republicana substituiu a azul e branca monárquica.
Nos dezasseis anos seguintes Portugal viveu um período de grande instabilidade política. O povo ficou descontente, de tal maneira que foi organizado um golpe de estado chefiado pelo general Gomes da Costa, tendo sido colocado um ponto final na I República.
Gomes da Costa confessou a um jornal da época que a situação se tornara insuportável para o Exército e que o país avançava para o abismo, de tal maneira que Gomes da Costa se revoltou.
A vitória de Gomes da Costa foi muito aplaudida, e tropas do país aderiram ao golpe de estado. O almirante José Mendes Cabeçadas assumiu a presidência. A partir dessa altura deixou-se de realizar eleições livres e o governo passou a ser escolhido pelos militares. Foram proibidas as greves, as manifestações, e apareceu a censura. Foi então escolhido um professor da Universidade de Coimbra para ministro das finanças, e o seu nome era José de Oliveira Salazar, o qual rejeitou o cargo. Passados dois anos foi eleito presidente da ditadura Óscar Carmona. António Oliveira Salazar foi um crítico relativamente ao rumo que as finanças levavam, e voltou a ser convidado. Aceitou. A nova política financeira foi poupar. Aumentou as receitas e diminuiu as despesas. Pouco a pouco Salazar tornou-se o líder político da ditadura assumindo a Presidência do Conselho. Criou a União Nacional, o único partido autorizado, e a PVDE, a polícia política. Em 1933 foi aprovada uma nova Constituição instituindo o Estado Novo, o qual adoptava a Igreja, a Pátria e a Família como pilares do regime. A nova Constituição limitava a liberdade de expressão tendo os censores, através do célebre lápis azul, o poder de decidir o que era ou não publicado nos jornais.
Na Alemanha e Itália dominava o Fascismo. Salazar inspirado nessas ideologias fundou a Mocidade Portuguesa, para crianças e jovens, e a Legião Portuguesa que era um tipo de exército destinado a defender a nação da ameaça comunista.
Foi sobretudo a partir de 1930 que os Portugueses deixaram de ter liberdade de expressão. Quem arriscava era perseguido, torturado e preso.
Os campos de concentração eram a pior tortura, onde os presos eram isoladas, deixados ao abandono sem quaisquer condições chegando mesmo a morrer.
O Estado Novo impôs disciplina e ordem, ao ponto de castigar severamente todos aqueles que se manifestavam contra o regime de Salazar.
O regime salazarista investiu muito em infra-estruturas, foi nesta altura que se inaugurou a Ponte de Lisboa - então chamada Ponte Salazar e depois baptizada ponte 25 de Abril.
Portugal estava com muitas dificuldades, de tal forma que nos anos quarenta começou a faltar comida e houve greves e protestos nos campos agrícolas e nas fábricas. Muitos portugueses foram obrigados a emigrar.
Salazar já tinha mais de 60 anos. Apesar da idade, continuava a ter forças para calar todos aqueles que lutavam contra o seu regime, transformou a PVDE em Polícia Internacional do Estado (PIDE), perseguindo todos aqueles que se opunham ao regime salazarista.

Salazar-Inês Almaça e Ana Catarina Pires