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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Uma homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen, criadora de Vanina

Sophia, a mulher, a poeta (como pretendia que se dissesse), nasceu poucos anos após a Implantação da República, em 1919.
Era uma Mulher, uma mulher de causas. Foi dirigente de movimentos universitários católicos e denunciou as injustiças do regime salazarista e dos seus seguidores mais radicais, tendo uma actuação cívica relevante na defesa das liberdades. Foi co-fundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos e presidente da Assembleia-geral da Associação Portuguesa de Escritores.
Ao Dia da Liberdade chamou-lhe “ o dia inicial inteiro e limpo” e alguns dias depois, no 1º de Maio, milhares de homens e mulheres gritavam uma palavra de ordem lançada por Sophia: “A Poesia está na rua”.

« Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.»


Sophia de Mello Breyner Andresen





Sophia é autora de uma vastíssima obra, dela queremos salientar O Cavaleiro da Dinamarca, um texto que inclui diferentes histórias encadeadas. Numa dessas histórias conhecemos Vanina, «uma bela jovem que ousou lutar pela sua liberdade e trocar as voltas ao destino», "Vanina Vanini - Uma história de amor possível" é uma adaptação do texto de Sophia criada nas aulas de Escrita Criativa.

O 25 de Abril de 1974, André Almeida, Diogo Vidinha e João Banha, 5º B



 Houve uma altura, em Portugal, em que as pessoas não eram livres.
Não eram livres de falar, de discordar, não eram livres de dar a sua opinião. Tinha de se ter muito cuidado com o que se dizia e com o que se escrevia. Se as pessoas não o fizessem iam presas. Mas vários grupos de homens e mulheres de grande coragem começaram a revoltar-se e, apesar de muitos terem ido presos, muitos continuaram a reunir-se em segredo e um dia conseguiram reunir forças para libertar o país desse governo a que chamavam Ditadura porque os homens só podiam fazer o que lhes era ditado.
 Nesse dia muita gente festejou com os soldados que libertaram o país. Os homens que lideraram a revolução ficaram conhecidos como os capitães de Abril.
E mais importante ainda a nossa liberdade foi conquistada sem se derramar sangue. Sem ter havido uma morte sequer.
 Uma florista que ia a passar levava cravos na mão e começou a oferecê-los aos soldados. Assim o 25 de Abril é festejado como o dia da liberdade em Portugal e os cravos  são o seu símbolo.  

25 de Abril de 1974