O regime monárquico terminou no dia 5 de Outubro de 1910. O primeiro chefe que governo foi Teófilo Braga, tendo sido no ano seguinte eleito Manuel de Arriaga. Este governou com base numa nova Constituição. A bandeira verde e vermelha republicana substituiu a azul e branca monárquica.
Nos dezasseis anos seguintes Portugal viveu um período de grande instabilidade política. O povo ficou descontente, de tal maneira que foi organizado um golpe de estado chefiado pelo general Gomes da Costa, tendo sido colocado um ponto final na I República.
Gomes da Costa confessou a um jornal da época que a situação se tornara insuportável para o Exército e que o país avançava para o abismo, de tal maneira que Gomes da Costa se revoltou.
A vitória de Gomes da Costa foi muito aplaudida, e tropas do país aderiram ao golpe de estado. O almirante José Mendes Cabeçadas assumiu a presidência. A partir dessa altura deixou-se de realizar eleições livres e o governo passou a ser escolhido pelos militares. Foram proibidas as greves, as manifestações, e apareceu a censura. Foi então escolhido um professor da Universidade de Coimbra para ministro das finanças, e o seu nome era José de Oliveira Salazar, o qual rejeitou o cargo. Passados dois anos foi eleito presidente da ditadura Óscar Carmona. António Oliveira Salazar foi um crítico relativamente ao rumo que as finanças levavam, e voltou a ser convidado. Aceitou. A nova política financeira foi poupar. Aumentou as receitas e diminuiu as despesas. Pouco a pouco Salazar tornou-se o líder político da ditadura assumindo a Presidência do Conselho. Criou a União Nacional, o único partido autorizado, e a PVDE, a polícia política. Em 1933 foi aprovada uma nova Constituição instituindo o Estado Novo, o qual adoptava a Igreja, a Pátria e a Família como pilares do regime. A nova Constituição limitava a liberdade de expressão tendo os censores, através do célebre lápis azul, o poder de decidir o que era ou não publicado nos jornais.
Na Alemanha e Itália dominava o Fascismo. Salazar inspirado nessas ideologias fundou a Mocidade Portuguesa, para crianças e jovens, e a Legião Portuguesa que era um tipo de exército destinado a defender a nação da ameaça comunista.
Foi sobretudo a partir de 1930 que os Portugueses deixaram de ter liberdade de expressão. Quem arriscava era perseguido, torturado e preso.
Os campos de concentração eram a pior tortura, onde os presos eram isoladas, deixados ao abandono sem quaisquer condições chegando mesmo a morrer.
O Estado Novo impôs disciplina e ordem, ao ponto de castigar severamente todos aqueles que se manifestavam contra o regime de Salazar.
O regime salazarista investiu muito em infra-estruturas, foi nesta altura que se inaugurou a Ponte de Lisboa - então chamada Ponte Salazar e depois baptizada ponte 25 de Abril.
Portugal estava com muitas dificuldades, de tal forma que nos anos quarenta começou a faltar comida e houve greves e protestos nos campos agrícolas e nas fábricas. Muitos portugueses foram obrigados a emigrar.
Salazar já tinha mais de 60 anos. Apesar da idade, continuava a ter forças para calar todos aqueles que lutavam contra o seu regime, transformou a PVDE em Polícia Internacional do Estado (PIDE), perseguindo todos aqueles que se opunham ao regime salazarista.
Este blogue foi criado em Área de Projecto, numa parceria entre Português e H.G.P. pelo 5ºA, agora, em 2010, 6ºA, turma que o gere. Publicamos todos os trabalhos realizados por todos aqueles que estão a comemorar o centésimo aniversário da República. Somos o Blogue das Comemorações da República do Agrupamento nº2 de Évora.
Viva a República!
À data da implantação da República foram inúmeros os artistas da época, que quiseram esculpir bustos da república. O busto da República de Tomás da Costa foi inaugurado por Afonso Costa em Outubro de 1911. A mulher que serviu ao escultor de modelo para o busto, Ilda Pulga, morreu em Lisboa no início da década de 90 aos 101 anos. Era natural do concelho alentejano de Arraiolos.
Os Presidentes da República Portuguesa
Joaquim Teófilo Fernandes Braga
Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue
Joaquim Teófilo Fernandes Braga
Bernardino Luís Machado Guimarães
Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais
João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior
António José de Almeida
Manuel Teixeira Gomes
Bernardino Luís Machado Guimarães
José Mendes Cabeçadas Júnior
Manuel de Oliveira Gomes da Costa
António Óscar de Fragoso Carmona
Francisco Higino Craveiro Lopes
Américo de Deus Rodrigues Tomás
António Sebastião Ribeiro de Spínola
Francisco da Costa Gomes
António dos Santos Ramalho Eanes
Mário Alberto Nobre Lopes Soares
Jorge Fernando Branco de Sampaio
Aníbal António Cavaco Silva
Algumas obras a consultar
• História de Portugal, Amado, José Carlos, Verbo Juvenil. • Atlas Geográfico de Portugal, Ed. Asa. • Atlas de Portugal, Selecções do Reader´s Digest. • História Universal, Texto Editores. • História de Portugal, Texto Editores. • História Universal, Monnier, Jean, Vol III, Verbo Juvenil. • A Primeira e a Segunda República, Colecção Primeiras Perguntas, Ed. Formar. • Mataram O Rei, Magalhães, Ana Maria e Alçada, Isabel, Colecção Viagens no tempo, Ed. Caminho. • Viva a República, Magina, Ana Maria, Colecção Desabrochar, Editorial Lda. • A Morte do Rei, Palma, Margarida, Aletheia Editores • A Queda da Monarquia, Mónica, Maria Filomena, Publicações D. Quixote. • No Coração da África Misteriosa, Colecção Viagens no Tempo, Ed. Caminho. • História Júnior, Reis, A. do Carmo, Ed. Asa. • Diário da História de Portugal, Saraiva, José Hermano, Selecções do Reader`s Digest. • Portugal no século XX – Crónica em Imagens 1910-1920, Vieira, Joaquim, Círculo de Leitores. • Viva a República, Colecção Meu Portugal, Minha História, Ed. Desabrochar.
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