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terça-feira, 23 de novembro de 2010

CONGRESSO NACIONAL DE HISTÓRIA E CIÊNCIA POLITICA

 
CONGRESSO NACIONAL DE HISTÓRIA E CIÊNCIA POLITICA OUTRAS VOZES na República 1910-1926

 
Figueira da Foz - 12, 13 e 14 de Maio de 2011
Apresentação
Os 100 anos da I República portuguesa convocam não só a celebração de um ideal político e social que é, hoje, parte integrante da matriz ideológica do mundo ocidental, como constituem uma oportunidade para observar com maior acuidade, um período basilar da nossa história nacional. Porque na política, na vida e na História quase nada é consensual, só se pode aspirar à compreensão de um facto através do entendimento dos vários planos que o constituem. Faz, pois, todo o sentido que no momento em que se debruçam as atenções sobre o estudo da I República portuguesa, se insira nessa abordagem a perspectiva do Outro.
Assim, o congresso [WINDOWS-1252?]“OUTRAS VOZES na República [WINDOWS-1252?]1910-1926” propõe-se discutir a verdadeira riqueza e complexidade da I República portuguesa. Trata-se de uma oportunidade para promover a interacção entre comunidade académica, jovens investigadores e público interessado numa reflexão plural e dinâmica inserida no debate em curso sobre a I República. Espera-se que entre mesas redondas, tertúlias, jantares, conferências, inauguração de exposição, passeios culturais e outras surpresas se propiciem três dias de discussão, trabalho e convívio.
Neste quadro, o Museu da Presidência da República convida todos os interessados a submeter comunicações científicas originais sobre temáticas nas áreas de História e Ciência Política.

Prazos e condições de submissão de propostas
O prazo para apresentação de comunicações decorre até 31 de Janeiro de 2011. As propostas de comunicações devem ser enviadas para o endereço outrasvozes@presidencia.pt, preenchendo a Ficha de Inscrição do congresso e acompanhadas de um breve CV (limite de 1 página).
Os autores serão informados sobre a aceitação das suas propostas até 28 de Fevereiro de 2011.
 
Para mais informação, consulte o documento do Call for papers ou a página web do congresso http://outrasvozesnarepublica.wordpress.com/
 
 
Museu da Presidência da República
Serviço de Formação
Palácio Nacional de Belém
Praça Afonso de Albuquerque
1349-022 Lisboa
Tel. (+351) 213.614.660
Fax. (+351) 213.614.764
 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Eu, a bala


Não sei se sabem bem o que é ser uma bala. Provavelmente nunca vos ocorreu pensar como é que se vive, sabendo que um dia irei ser disparada contra qualquer coisa, ou alguém, sem saber em que circunstâncias nem porquê.
Ao saber-me dentro da pistola do Almirante Cândido dos Reis, um homem de fortes ideais republicanos pensei que o meu momento de glória, quando fosse disparada, seria certamente um momento importante.
Que mais havia de esperar ao pertencer a um homem que estava empenhado em derrubar a Monarquia?
O Almirante Cândido dos Reis preparava-se para se juntar aos revoltosos que se encontravam nos barcos fundeados no Tejo, contudo, ao embarcar numa pequena lancha que o levaria até lá, achou que algo estava errado. Interrogando os oficiais, a informação que lhe foi transmitida era clara. A Revolução falhara. Ninguém sabe exactamente como aconteceu, apenas eu, mas isso pouco interessa. Tudo o que sonhei para o meu dia de glória desapareceu em breves minutos. Tentei resistir, mas não era possível. Vi-me em frente ao cano, apontada ao corpo daquele homem que, tendo pensando que a Revolução fora um fracasso, decidira que a sua vida já não tinha sentido.
Tentei encravar o mecanismo… mas não deu resultado.
Tentei fazer um ruído assustador para o dissuadir… mas quase não se ouviu.
Tentei que a trajectória saísse tão curva que não o atingisse… Mas não fui capaz.
No chão ficou um corpo de um homem que sonhou, planeou e fez com que resultasse a Implantação da República em Portugal…
… O Almirante Cândido dos Reis não chegou a saber.
 André Batalha e Rafael Mamede

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"O meu primeiro discurso" pelo Clube Estórias da História

BOA NOITE!
O meu primeiro Discurso

No meu primeiro dia de aulas, na Escola E.B.I. André de Resende senti medo do desconhecido que aí vinha e até chorei. Tudo era novo!
Caminhei para a sala de aula, entrei e conheci os meus colegas de turma e revi outros mais antigos. Fizemos a apresentação com a directora de turma: nome, idade, passatempos, entre outras coisas. E, no resto da aula estabelecemos as regras de funcionamento da sala de aula.
No intervalo brinquei e fiz novas amizades. Os dias foram passando, comecei a habituar-me e a gostar, vir para a escola passou a ser aliciante.
Aprendi matérias novas, e, como se formou o meu País. Não foi fácil, implicou muito empenhamento, esforço, dedicação e luta. (Entre as brumas da memória, ó pátria sente-se a voz, dos teus egrégios avós, que hão-de levar-te à vitória).
E o tempo passou… Cheguei à minha matéria favorita, os descobrimentos, e, descobri que os portugueses foram únicos neste empreendimento, demos novos mundos ao mundo, conhecemos novas gentes, novos mares, novos animais e novas plantas… (Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal)
Os dias foram ficando maiores e rapidamente chegou o calor e o fim do ano. Vieram as férias, a praia e o descanso merecido.
E de novo o regresso…
Desta vez, o meu primeiro dia de aulas foi muito divertido, já não tive receio, e não chorei.
Nas aulas relembrámos a matéria já dada no ano anterior e começámos a aprender novos conteúdos.
Aprendemos que houve venturas e desventuras e Portugal sempre conseguiu vingar e encontrar uma solução. (Levantai hoje de novo o esplendor de Portugal).
Nunca cruzámos os braços, lutámos sempre. (às armas, às armas, sobre a terra e sobre o mar! Às armas, às armas, pela pátria lutar!).
E aprendi com a História, que nunca devemos desistir e devemos defender aquilo em que acreditamos. Assim, aqui estamos hoje porque alguns acreditaram que era possível mudar e manter o “…o esplendor de Portugal.”

Desejamos a todos um agradável “Serão”.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O Hino Nacional, Sofie e Larah; Tomás Seatra, Ana Isabel Pires, Diogo Amaro, Rui Janela, Miguel Oliveira e Bruno Heliodoro


A PORTUGUESA
O Hino Nacional «A Portuguesa» nasceu como uma revolta ao Ultimato Inglês. O compositor Alfredo Keil estava tão irritado com aquela situação que fez uma espécie de marcha no piano, que vibrava toda a sua raiva contra os Ingleses.
Após ter feito aquela marcha foi a casa do poeta Henrique Lopes de Mendonça e pediu-lhe para fazer uma letra para aqueles acordes, que desse voz à revolta sentida. Quando o poema ficou concluído deram-lhe o nome de «A Portuguesa». As primeiras edições foram pagas pelos próprios autores. Foram tirados 12.000 exemplares, que esgotaram rapidamente.
«A Portuguesa» espalhou-se por todo o lado, em cafés, teatros, clubes...
Este hino fazia vibrar o nacionalismo do povo português.




Henrique Lopes de Mendonça

Henrique Lopes de Mendonça nasceu em Lisboa no dia 12 de Fevereiro de 1856.

A 27 de Outubro de 1871 entrou como aspirante na Armada Portuguesa, chegando a capitão-de-mar-e-guerra.

Foi professor na escola prática de Artilharia naval. Em 1884 iniciou a sua carreira de escritor e dramaturgo ao escrever a sua primeira peça intitulada “A Noiva”.

A sua segunda obra, “A Morta”, ganhou o prémio D. Luís I da Academia de Ciências de Lisboa. Por ocasião do Ultimato Inglês de 1890 escreveu para a música de Alfredo Keil a marcha “A Portuguesa “ que, em 1910, o Governo da República adoptou como Hino Nacional, trocando a palavra bretões por canhões.

Foi bibliotecário da Escola Naval e professor da cadeira de História na Escola de Belas-Artes de Lisboa. Em 1900 foi eleito membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa e veio a ser Presidente desta Instituição em 1915.

Fez parte da Comissão que foi nomeada pelo governo para, em 1916, propor as versões definitivas e oficiais para piano, canto, orquestra e banda do Hino Nacional. Em 1925 Integrou o grupo de fundadores da “Sociedade Portuguesa de Autores”.


Alfredo Keil
Alfredo Keil nasceu em Lisboa a 3 de Julho de 1850 e morreu em Hamburgo a 4 de Outubro de 1907. Durante a sua vida foi compositor, pintor, poeta e arqueólogo. De nacionalidade portuguesa mas de ascendência alemã, por parte do pai, e alsaciana, por parte da mãe, estudou desenho e música em Nuremberga, numa Academia dirigida pelo pintor Kremling. Em 1870, devido à guerra Franco-Prussiana, regressa a Portugal. Em 1890, o Ultimato Inglês inspirou Alfredo Keil para a composição do canto patriótico “A Portuguesa”, com versos de Henrique Lopes de Mendonça. A cantiga tornou-se popular em todo o país e seria mais tarde transformada no Hino Nacional de Portugal.