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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Colóquio Desigualdades Sociais: os Modelos de Desenvolvimento e as Políticas Públicas em Questão

Informam-se todos os participantes que o segundo dia do Colóquio Desigualdades Sociais (dia 19 de Novembro), terá lugar no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto (Praça Gomes Teixeira), decorrendo o primeiro dia, como previsto, na Biblioteca Municipal de Almeida Garrett.

Data: 18 e 19 de Novembro de 2010
Local: Porto, Biblioteca Municipal Almeida Garrett (dia 18 de Novembro)
Porto, Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto (dia 19 de Novembro)
Organização: Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
Coordenação: José Madureira Pinto


Informações, Programa e Inscrições em: http://coloquio-desigualdades.centenariorepublica.pt/

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Colóquio Internacional Da virtude e fortuna da República ao republicanismo pós nacional

Organização
Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República
Ius Gentium Conimbrigae (FD-UC)

Coordenação
Professor Doutor Gomes Canotilho e Professor Doutor Vital Moreira

30 de Setembro de 2010
Coimbra, Auditório da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra

Resumo: A Comemoração do Centenário da Implantação da República em Portugal não poderia passar sem uma suspensão reflexiva em torno do tema da “renovação republicana”. Entendem os organizadores que a República é passado e futuro. Também o presente convoca desesperadamente o republicanismo crítico como modo de reintroduzir no discurso político os velhos temas da “virtude cívica”, da “dedicação à causa pública” e da participação política activa como forma de defesa dos próprios direitos fundamentais.

O aprofundamento da aludida revivificação republicana justifica o convite a dois dos maiores cultores mundiais da problemática histórica, sociológica, política, jurídica e económica dos ideais republicanos. Impunha-se assim a presença de J.G.A. Pocock, o autor de trabalhos imprescindíveis sobre a história da tradição republicana atlântica, e de J. Habermas que, em vários livros, desenvolve uma poderosa reflexão crítico-filosófica sobre a teoria política do republicanismo.

O sopro cosmopolita republicano que estes dois autores republicanos transportam para o nosso país carecia de parceiros de diálogo portugueses com sabedoria para a contextualização discursiva das comunicações a cargo dos mestres pensadores J. Pocock e J. Habermas. Estamos a referir-nos a Fernando Catroga, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Aroso Linhares, da Faculdade de Direito desta mesma Universidade e a Ricardo Leite Pinto, da Universidade Lusíada de Lisboa. A apresentação pessoal de J. Pocock ficará a cargo do professor espanhol da Universidade de Vigo, Eloy Garcia, responsável pela tradução para castelhano da obra maior daquele autor, The Machiavellian Moment: Florentine Political Thought and the Atlantic Republican Tradition, 1975. Um dos coordenadores do Colóquio, J.J. Gomes Canotilho, encarregar-se-á da apresentação do Professor Jürgen Habermas.

Inscrições e Informações:
Ius Gentium ConimbrigaeCentro de Direitos Humanos/Human Rights Centre
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Pátio da Universidade
3004 - 545 COIMBRA
T: (+351) 239 824478
F: (+351) 239 823353

terça-feira, 7 de setembro de 2010

COLÓQUIO - A I REPÚBLICA E A POLÍTICA EXTERNA, 9 a 10 de Setembro de 2010, em Lisboa no Museu do Oriente


Mais informações em:
Instituto Português de Relações Internacionais
da Universidade de Lisboa
Rua D. Estefânia, 195, 5.º D
100-155 Lisboa
Tel: 21 314 11 76
Fax: 21 314 12 28
Email: ipri@ipri.pt

http://www.ipri.pt


ENTRADA LIVRE

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ciclo de Encontros Temáticos: Pensar a República 1910-2010



Repúblicas e Participação Popular

24 a 26 de Maio de 2010

Sala Multiusos 2, Edifício I & D

Pensar o século da República em Portugal através da apresentação de investigações em Antropologia (algumas em curso, outras já terminadas), é a proposta deste conjunto de sessões organizadas pelo Departamento de Antropologia da FCSH.

Ao longo deste período (1910-2010), o país protagonizou grandes transformações sociais e políticas (a instauração do regime republicano, golpes de estado, ditadura, democracia). Partindo de uma perspectiva comum, que centra a atenção dos investigadores naqueles grupos da sociedade cuja voz normalmente não é escutada, pretende-se analisar uma série de momentos particulares (a instauração da República, o salazarismo e o franquismo, a revolta operária de 1934, a guerra colonial, o pós-25 de Abril) através da acção e participação populares.



Local: FCSH, Av. de Berna, 26-C, 1069-061

Edifício I&D, Sala Multiusos 2

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Colóquio Literatura Portuguesa


Colóquio

Literatura Portuguesa e a Construção do Passado e do Futuro

24, 25 e 26 de Maio de 2010

Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa



Organização

Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Coordenação

Helena Buescu e Teresa Cristina Cerdeira

As comemorações dos 100 anos da República Portuguesa exigem um trabalho da memória. Exigem, sobretudo, um olhar do presente que revisite as vertentes utópicas que a geraram, o empenho intelectual que a sustentou, a aposta de modernidade que ela continha e que desejaria ter visto prolongar-se por mais tempo.

Ao comemorar 100 anos da República Portuguesa, cabe uma outra exigência: a de fazê-la dialogar, por um lado, com a tradição cultural portuguesa, modo de afirmar as marcas de uma literatura de fundação e a evidente actualidade dos clássicos; por outro também com o presente, ao estabelecer, por exemplo, os elos possíveis entre a revolução republicana e a reconquista histórica da democracia portuguesa em Abril de 1974, revisitadas pela literatura dos séculos XX e XXI.

Celebrar a República é, antes de tudo, revisitar criticamente o seu processo.

Mais informações em:

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Colóquio

Memória e Cidadania na Literatura Tradicional Peninsular

10 e 11 de Maio de 2010

Universidade do Algarve (Faro)

Biblioteca Municipal Álvaro de Campos (Tavira)

Organização

Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Coordenação

Helena Buescu e Pedro Ferré

Francisco Bethencourt e Diogo Ramada Curto escreveram, em 1991, que “A memoria da nação está presente um pouco por todo o lado, pontuando de sinais o quotidiano das gentes, enformando a sua maneira de viver e de sentir, balizando o presente e o futuro enquanto forma de representação de uma identidade construída ao longo de oito séculos de forma descontínua.” Ora, um dos lugares onde se torna imperioso procurar essa memória é, sem dúvida, a literatura e, de forma muito particular, a literatura tradicional.

De facto, durante o século XIX, a demanda de uma literatura nacional, ‘achada’ pelos românticos peninsulares na literatura oral e a “perspectiva valorizadora da descoberta e identificação das origens étnicas dos factos da cultura popular portuguesa” ensaiada por Teófilo Braga são reveladoras da enorme importância da literatura popular na procura de uma identidade nacional. Note-se que, em Espanha, nem o sábio filólogo Ramón Menéndez Pidal conseguiu escapar ao espírito do ‘noventayochismo’ nacionalizando o romanceiro.

Ainda no século XIX, Antero de Quental encontrou, também, nesta literatura, exemplos para “desenvolver no espírito das crianças certas tendências morais” fundamentais para “a harmonia do carácter e, em geral, para o bom equilíbrio das faculdades”. Assim, baseando-se essencialmente no romanceiro e na lírica tradicional, forjou o seu Tesouro Poético da Infância com objectivos bem claros: despertar nos jovens “o sentimento do bem e do belo, sem o qual, mais tarde, a própria rectidão do carácter degenera numa dureza intolerante e estreita”.

Deste modo, a literatura oral foi, durante o século XIX, objecto de um vivíssimo interesse, tendo-se dedicado à procura no seu seio

a) ora das origens de uma literatura nacional,

b) ora dos traços configuradores de uma etnia ou etnias,

c) ora ainda de uma constelação de valores apropriados para a formação da cidadania.

O século XX foi, progressivamente, abandonando grande parte destas preocupações - se exceptuarmos o aproveitamento que de alguns destes princípios se fez durante as ditaduras de Salazar e de Franco – postulando mesmo que, na literatura tradicional, as versões de um tema não passam de um mero testemunho - concretizado através de uma língua e de um conjunto de singularidades espácio-temporais - de um determinado arquétipo transnacional. Contudo, independentemente do acerto desta visão, não se deverá esquecer que alguns dos temas conservados pelas memórias colectivas repetem, numa dimensão literária, episódios particulares da História e, numa dimensão formativa, inculcam valores.

Deste modo, este encontro, que reunirá, no Algarve (Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, em Faro / Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira) alguns dos principais especialistas em literatura oral e tradicional no contexto ibérico, entre 10 e 11 de Maio, pretende promover a reflexão em torno de dois eixos vectoriais fundamentais: a memória e a cidadania, entendidas enquanto valores inerentes aos próprios mecanismos de transmissão dos diversos géneros literários tradicionais, ou ainda enquanto molduras ideológicas que enquadraram, de uma forma ou de outra, os trabalhos de recolha e estudo de muitos dos que a este tipo de literatura, ao longo do tempo, se dedicaram.

Mais informações em:

http://coloquio-memoria.centenariorepublica.pt/